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Oi!

Oi! Obrigada por teres vindo aqui. Imagino que já saibas quem sou, mas se não sabes, me apresentarei: sou a editora adjunta do Portal Uruá-Tapera. É impossível falar do Uruá sem tornar isto extremamente pessoal, afinal de contas eu literalmente cresci ao lado dele. Ele era o filho impresso da minha mãe, que me levava no colo para a redação para editá-lo e era de quem eu, a única filha de carne e osso, tinha ciúmes pelo tempo a ele dedicado que achava eu que faltava a mim. 

O Uruá cresceu e assim também eu, e enquanto ele ganhou o mundo virtual eu compreendi que a vida de um ser humano é multidimensional e que, para minha mãe ser quem ela é, ela precisava ser mãe, porém ela também precisava ser aquilo o que ela nasceu para: ser jornalista. Mas eu não sou jornalista, pensei eu, e saí pelo mundo à procura da minha voz. 

Nesta procura descobri muitos sussurros e também muitos gritos; descobri, contudo, que parte significativa da minha voz é amplificar as vozes daqueles que não são ouvidos. Afinal, serei também eu jornalista? Parece que sim. Porém, do meu jeito. 

Quando enfatizo que é do meu jeito é para não esperares que eu carregue comigo a obrigação da imparcialidade. Pode parecer pretensioso em demasia, mas se escolhi ser, antes de mais nada, artista, é por sentir demais e não saber fazer nada além do que o meu coração manda. Assumo o compromisso de jamais propagar mentiras, assim como também assumo o compromisso a não dar voz ao ódio, ao preconceito, às injustiças – além de projetar a minha ao lado das dos que querem erradicar as tantas violências presentes em nosso planeta. 

O Uruá foi o primeiro lugar que me deu voz, quando ainda adolescente comecei nele a publicar minhas crônicas, e é com muita felicidade que a filha pródiga retorna ao lar. Fui criada por uma mulher que teve de se fazer forte, que foi sozinha do interior para a capital do Estado e construiu numa sociedade ainda extremamente machista e injusta um dos nomes mais respeitados em sua profissão; e por causa dela e de outras tantas mulheres admiráveis como ela, a minha geração, mesmo ainda tendo muito pelo que lutar, tem asas para voar. 

Gostaria, então, de te convidar para passar de vez em quando por aqui. Posso te oferecer água, café, vinho, kombucha; uma reportagem, uma crônica, um manifesto, uma poesia; uma ópera, um batuque, um blues, um rock and roll; uma receita da fantástica minha cozinha; um esporte radical; para a família toda ou proibido para menores. Depende do dia. Vem que tem! 

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