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No coração do Baixo Amazonas, no oeste do Pará, Oriximiná vivencia neste domingo um dos episódios mais sublimes da religiosidade popular da Amazônia: o Círio de Santo Antônio. Unindo a devoção católica às tradições ribeirinhas, a festividade transcende o sentido estritamente religioso para se consolidar como um patrimônio cultural vivo e pulsante.


Reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Pará, o Círio Fluvial Noturno de Oriximiná é o maior do mundo. O ponto alto da celebração transforma o rio em um altar sagrado, e a fé se materializa em cortejo, preces e luz.


Uma semana antes da grande procissão, o Círio das Canoas relembra o início do ritual que este ano completa 80 anos. Ribeirinhos e pescadores preparam suas canoas e rabetas, adornando-as com fitas, flores e iluminações especiais. No domingo passado, 26, a concentração dos canoeiros começou às 15h, no Porto da Barreirinha. Após a bênção das embarcações e da imagem de Santo Antônio, canoas ornamentadas navegaram em um emocionante testemunho de devoção, colorindo as águas de Oriximiná. No retorno da imagem à Igreja Matriz, as equipes de serviço da festividade ganharam bênçãos especiais.


Confiram as fotos de Daniel Viana.

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