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“O esporte – do social ao alto rendimento”

Comumente nos deparamos com atletas de alto rendimento, com resultados internacionais inclusive, que foram revelados nas categorias de base em projetos sociais comunitários. Diante da dimensão continental do Brasil, e até mesmo do Estado do Pará, pode-se criar uma falsa percepção da realidade, fazendo crer que aquele resultado isolado é apenas uma agulha no palheiro comparado proporcionalmente com o tamanho da nossa população.

Essa interpretação não é de todo errada, mas sim deturpada, e basta invertermos essa lógica para entender aonde quero chegar. Os atletas em modalidades convencionais e adaptadas que triunfam e alcançam resultados expressivos, como recentemente vimos nas olimpíadas e paraolimpíadas de 2020 no Japão, nada mais são do que reflexo da sua dedicação diária, empenho e apoio de seus técnicos, mas, sobretudo, impulsionado pelas oportunidades que tiveram ao longo da sua trajetória esportiva, desde sua iniciação e primeiro contato com o esporte.

Esmagadora maioria desses atletas depende profundamente de políticas públicas, em especial das leis de incentivo federal, estaduais e municipais. Essa é uma forma de fomento limitada, pois depende não só do orçamento, mas principalmente da arrecadação pública para esse custeio.

Exemplo real é a Lei Municipal, vigente em Belém, de incentivo ao esporte e cultura, batizada de “Tó Teixeira e Guilherme Paraense”, que foi recentemente alterada, aperfeiçoada e atualizada, desburocratizando e melhorando o apoio ao esporte como um todo em nossa cidade. Esse instrumento, que utilizava figura defasada de renúncia fiscal, agora conta com modelo de execução direta “fundo a fundo”, dos cofres públicos direto para o atleta, melhorando o desempenho da atividade esportiva e dando efetiva transparência com a aplicação do recurso público.

Agora imaginem vocês a realidade desses atletas que, na maioria dos casos, não têm condições de viver efetivamente do esporte – ressalvados alguns casos isolados – e precisam dividir-se em trabalhar para ajudar ou de fato sustentar a família e ainda precisar enfrentar uma rotina puxada de treinos. Do outro lado do ringue, na raia ao lado, com a camisa adversária eles tem pela frente superpotências esportivas como EUA e CHINA, que tratam o esporte como prioridade desde a educação básica, ajudando na formação desses atletas. E faço questão de usar esses dois exemplos – apenas – não somente por serem grandes potencias no esporte, mas justamente por serem antagônicos em seus modelos de governo, absolutamente diferentes. Um modelo democrático muito bem definido e outro ditatorial, que por si só nem sequer merece maiores aprofundamentos pois a história e a própria realidade já se encarregam em contar esse triste enredo, mas servem de comparação tão somente para mostrar que mesmo possuindo ideologias e governos díspares, ressalvados os contextos sociais de cada exemplo, o resultado no alto rendimento passando pela iniciação esportiva é possível, basta planejamento e definição clara de estratégia.

Aliado a isso, o setor empresarial – de grande, médio e pequeno porte – desenvolve papel fundamental somando incentivos e patrocínios expressivos para custear atletas, equipes e delegações. Mesmo com a crise econômica que o nosso País atravessa, o setor privado continua a acreditar no esporte, em maior em menor escala, uns mais outros menos, mas é uma participação que merece ser ressaltada, reconhecida e, acima de tudo, incentivada e ampliada.

Talvez seja essa, na minha humilde opinião, a fórmula mágica para que continuemos a revelar atletas em todos os níveis e modalidades: política pública + estratégia + incentivo público e privado = sucesso = medalhas.

E cada atleta que alcança um resultado de destaque gera um impacto social profundo e na maioria das vezes imperceptível, por ser silencioso. Ele serve de exemplo e inspiração para que novos jovens e crianças se interessem pelo esporte e ascendam socialmente. Tudo bem que o pódio não é para todos, só sobem lá os três primeiros colocados, mas é certamente intangível o aproveitamento social o fato de outras centenas, milhares de atletas, homens e mulheres, que almejando subir no primeiro lugar do pódio, tiveram oportunidade de estudo, trabalho e dignidade.

Certo, e nessa escala global, onde entra Belém e o Pará? Sim, temos aqui prata da casa “parauara” com resultados expressivos dentro e fora do Estado, internacionalmente, em esporte convencional e adaptado, seja em jogos olímpicos ou paraolímpicos, e basta uma breve pesquisa para encontrar diversos nomes já conhecidos, mas pouco reconhecidos por nós.

Particularmente, acredito muito nessa equação e torço muito para que ela seja reconhecida e incorporada de fato em solo brasileiro.

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