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Parece inacreditável, mas é verdade: desde a quarta-feira, 9, em Novo Progresso, no sudoeste do Pará, aulas estão sendo canceladas por causa da falta constante de energia e das altas temperaturas. Alunos, professores e servidores não suportam o calor intenso dentro das salas de aula, e a falta de previsão da concessionária quanto à normalização do fornecimento de energia elétrica levou a Secretaria Municipal de Educação a tomar a decisão, informada em comunicado publicado nas redes sociais.


Novo Progresso fica a 1.639 km de Belém e surgiu com a implantação da rodovia BR-163, a Santarém/Cuiabá, na década de 1970. Em 1984 descobriram ali uma grande jazida de ouro e então o lugar começou a receber grandes levas de aventureiros para trabalhar no garimpo. A comissão pró-emancipação foi criada em 1985, e o povoado foi elevado à categoria de município pela lei estadual nº 5.700/1991, com território desmembrado de Itaituba, e instalado em 1º de janeiro de 1993.


O município se destaca por crimes ambientais, daí a razão do calor escaldante. É campeão de desmatamento e garimpo ilegal, inclusive em áreas protegidas como a Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim e a Área de Proteção Ambiental (APA) do Tapajós. Ali pertinho fica a UHE-Belo Monte, a segunda maior usina hidrelétrica do Brasil, mas a energia ainda é precária.

Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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