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No ano passado a média de área desmatada no Brasil foi de 2.698 hectares por dia, cerca de 112 hectares por hora. É o equivalente a 17 parques do Ibirapuera – o maior parque urbano da cidade de São Paulo – desmatados todos os dias. Na Amazônia, o desmatamento foi de 792 ha por dia, o que equivale à perda de cerca de 5 árvores por segundo. Não por acaso, Amazônia e Cerrado são os biomas mais desmatados do Brasil. Juntos responderam por mais de 84% de toda a área desmatada no país em 2025, conforme o relatório anual do MapBiomas, que aponta, ainda: no acumulado de 2019 a 2025, o Pará é o estado com maior área desmatada: mais de 2 milhões de hectares de vegetação nativa perdidos no período.


O desmatamento associado à expansão da agropecuária responde por mais de 97% de toda a perda de vegetação nativa no Brasil nos últimos sete anos. Esse vetor de pressão responde por 99% da vegetação nativa perdida em 2025, e 99% da área desmatada associada ao garimpo está concentrada na Amazônia, com maior incidência no Pará, justamente o estado que sediou a COP30. É uma tragédia cujo véu precisa ser descerrado.


Clique aqui para ler o relatório completo.

Fotos: Raimundo Paccó

Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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