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Com 16 dias de campanha os candidatos ao Governo e ao Senado pouco saíram de casa. A afirmação é com base nos valores até agora creditados em suas contas de campanha, algo franciscano, como revela o Divulgacand, até a data deste artigo, que vem a ser o espelho das receitas e das despesas de cada candidatura, inclusive com o detalhamento de gastos, e aberta à visão do cidadão eleitor. Mas, por outro lado, se acompanharmos as redes sociais de cada candidato, veremos uma movimentação intensa, típica da corrida eleitoral. Soma-se a isso o início do horário eleitoral gratuito, mas caro para ser feito pelos partidos e federações, pois envolve agências de publicidade, equipes de produção, etc.

Nas eleições de 2002, escrevi um artigo intitulado “ Um jogo de faz de conta”, uma crítica às prestações de contas eleitorais, que àquela altura não representavam a realidade dos gastos das campanhas, no qual analisei o Caso Germano Rigoto, então eleito governador do Rio Grande do Sul, que teve a sua prestação de contas reprovada à unanimidade pelo TRE, mas assumiu o mandato como se nada houvesse acontecido.

Agora, estamos no fluir das eleições gerais de 2016, e é fora de qualquer dúvida que de lá para cá a prestação de contas de campanha, do ponto de vista do tomador da conta, ou seja, o Judiciário Eleitoral, melhorou muito ao ponto do cidadão eleitor poder ser um fiscal do que um candidato gasta de recursos para ir ao encontro do eleitor, bem como em relação à correção do gasto.

Contudo, existe o mundo real das eleições, e o que vemos, por exemplo, é uma escassez de aviões disponíveis para fretamento no mercado local, dado o intenso movimento de candidatos na direção do cidadão eleitor que vive nesse país que se chama Pará, aliás vários Blogs parauaras já falaram sobre o tema.

Os mais abastados alugaram avião para toda a quadra das eleições! O certo é que basta fazer um passeio pelas redes sociais dos candidatos para nos depararmos com movimentação intensa e peculiar ao período, mas quando olhamos as suas movimentações financeiras oficiais a proporção é inversa e bastante distante no campo da eleição. O que relatei sobre o fretamento de aeronaves e o gasto com a campanha no rádio e na TV são somente um exemplo que serve para todo o resto!

Faltam 33 dias para o domingo de eleição, e não custa ficarmos atentos, pois nossas escolhas terão um prazo de validade de 4 anos!

Robério Abdon d’ Oliveira
Robério Abdon d’ Oliveira é advogado, milita na área do Direito Público há 34 anos e preside o Instituto de Desenvolvimento da Amazônia-IDEA. @roberioabdondoliveira

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