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O Museu Paraense Emílio Goeldi foi anunciado vencedor do Prêmio SBPC TikTok de Divulgação Científica na categoria de melhor divulgação institucional, disputada por universidades, institutos de pesquisa, coletivos e organizações. A entrega acontecerá no início da tarde do dia 31, sexta-feira, em Niterói, durante a 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência.

Quem sobe para receber a premiação é o pesquisador Tarcízio Macedo, coordenador de projetos do Laboratório de Comunicação Pública da Ciência na Amazônia, o LabCom, ligado ao Serviço de Comunicação Social da instituição. O prêmio reconhece o trabalho de comunicação científica feito nas redes sociais digitais.

A Reunião Anual da SBPC começa no domingo, 26, e vai até 1º de agosto no campus Gragoatá da Universidade Federal Fluminense. É a primeira vez que Niterói sedia o encontro, considerado o maior da América Latina, e a expectativa é reunir até 50 mil pessoas entre pesquisadoras, professoras, estudantes e público em geral.

O Goeldi chega com a temática “160 anos de Amazônia”. Vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, a instituição completa essa idade em outubro e é o instituto de pesquisa mais antigo da região.

Na ExpoT&C, feira que reúne universidades, institutos, agências de fomento, órgãos de governo e empresas, o estande foi dividido entre as duas naturezas do museu. De um lado, peças das coleções científicas Emília Snethlage e kits acessíveis de Botânica e Zoologia. De outro, dois produtos nascidos de pesquisa aplicada, o tecnossolo ancestral, desenvolvido a partir do estudo da terra preta indígena, e o repelente de aninga, resultado do manejo e do conhecimento compartilhado com comunidades ribeirinhas amazônicas. A montagem está sob orientação do coordenador de Museologia, Emanoel Oliveira Júnior.

No Circo da Ciência, espaço que abriga 16 centros e museus de ciências de diferentes regiões do país, a aposta é um jogo. “Ancestralidade em Jogo” foi construído a partir de pesquisas linguísticas sobre o puruborá e o sakurabiat, línguas do tronco Tupi faladas por povos indígenas de Rondônia. Quem passar pelo estande também acessa os Dicionários Multimídia de Línguas Indígenas, ouve as palavras e conhece pronúncias e significados. A coordenação é de Mayara Larrys, chefe do Serviço de Educação.

A avaliação do legado da COP30 ganha sessão especial, com as pesquisadoras Ima Vieira e Marlúcia Martins entre as convidadas. A conferência climática ocorreu no ano passado em Belém, e o museu manteve programação própria durante o período nas duas bases que ocupa na capital parauara, o Parque Zoobotânico e o Campus de Pesquisa.

Entre os dias 28 e 31, a tecnologista Diana Rodrigues participa de mesa-redonda e ministra minicurso sobre tecnologias sociais, o uso delas em jogos didáticos e os desafios científicos envolvidos.

“Ciência para todos: soberania, desenvolvimento e inclusão” é o tema desta edição, que terá conferências, mesas-redondas, sessões de pôsteres, minicursos, exposições e atividades culturais. Quatro comissões organizam parte da programação, a Afro, Indígena e Comunidades Tradicionais, a de Gênero, Diversidade e Equidade, a Jovem e a Cultural.

A inscrição é gratuita e feita pela internet (clique aqui), e quem se credenciar presencialmente recebe certificado. Pagam taxa apenas as autoras de trabalhos aceitos na sessão de pôsteres, quem optar por receber o material do evento e quem se matricular nos minicursos e webminicursos.

Realizadas sem interrupção desde 1949, as reuniões anuais da SBPC funcionam como ponto de encontro do sistema nacional de ciência e tecnologia. Fundada em 1948 e sediada em São Paulo, a entidade representa 161 sociedades científicas afiliadas e tem assento permanente no Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia.

Com informações da Agência Museu Goeldi.

Foto em destaque: Trapiche da Estação Científica Ferreira Penna, base do Museu Goeldi na Floresta Nacional de Caxiuanã (Imagem: Calil Torres-drone / Acervo MPEG)

Gabriella Florenzano
Cantora, cineasta, comunicóloga, doutoranda em ciência e tecnologia das artes, professora, atleta amadora – não necessariamente nesta mesma ordem. Viaja pelo mundo e na maionese.

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