Publicado em: 3 de setembro de 2026
Graduadas de qualquer área que trabalham com cultura podem disputar, a partir de 8 de setembro, uma das 32 vagas do Mestrado Profissional em Artes e Práticas Culturais, criado pela Escola Fundação Itaú em parceria com a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). O curso é gratuito. As inscrições abrem às 10h e se encerram em 28 de setembro, às 16h, pelo portal (clique aqui).
O edital já está disponível no mesmo endereço e também na plataforma da Escola Fundação Itaú (clique aqui). A lista final das selecionadas será divulgada no dia 10 de dezembro de 2026.
O curso tem regime híbrido. As aulas presenciais ficam concentradas na PUC-SP em blocos de duas semanas no primeiro e no segundo semestres e de uma semana no terceiro. Os demais créditos das disciplinas são cumpridos on-line.
O programa mira profissionais envolvidas com criação, gestão, crítica, curadoria, produção e mediação cultural, e se divide em duas linhas de pesquisa, Artes, Culturas e Mídias e Culturas e Sistemas das Artes. A proposta é dar formação crítica em arte e cultura contemporânea a graduadas de áreas diversas, com atenção ao enfrentamento de discursos consolidados no campo artístico. O mestrado quer desconstruir gramáticas artísticas que perpetuam desigualdades étnico-raciais, de gênero e de classe social.
Na mesma plataforma da escola está aberto um curso autoformativo de quatro horas sobre o que a roupa comunica quando uma mulher ocupa espaço de visibilidade e autoridade. Mulher, roupa e poder trata o vestuário como linguagem social e política, e não como assunto de estética, colocando em jogo expectativas de gênero, pertencimento, hierarquias e formas de percepção da autoridade.
A coordenação é da pesquisadora em gênero e consultora estratégica de consumo feminino Thais Farage, que também apresenta os quatro módulos. São oito episódios em áudio, montados a partir de conversas com convidadas especialistas, acompanhados de um e-book e quatro infográficos. Ao fim, a participante recebe certificado, conforme o regulamento da escola.
A antropóloga Heloisa Buarque de Almeida, professora da Universidade de São Paulo (USP), abre a série no módulo Roupa, poder e cultura material. A conversa tira a roupa do terreno do gosto individual para examinar seus significados, sua relação com hierarquias e seu papel na construção de códigos que orientam a percepção sobre corpos e papéis de gênero.
No segundo módulo, Roupa, poder e gênero, a escritora, jornalista e professora Bianca Santana parte da experiência das mulheres negras no Brasil para discutir como raça, classe e gênero interferem na maneira como diferentes mulheres são percebidas em espaços de poder. O vestuário aparece ali como possibilidade de negociação, autoproteção, resistência e afirmação política.
A figurinista Luana de Sá assume Roupa e poder em ambientes tradicionalmente masculinos, terceiro bloco do curso, dedicado aos conflitos de quem atua em espaços historicamente associados à autoridade masculina. Entram na conversa a construção da imagem profissional, a relação entre feminilidade e assertividade e o peso de elementos visuais na percepção de autoridade.
O último módulo, Roupa, poder e conservadorismo, fica com a cientista política Carô Evangelista, que trata do corpo feminino como território de disputa entre política, religião e comportamento. A discussão passa pela chamada moda modesta, pela diversidade das mulheres conservadoras e pelos usos da roupa tanto na manutenção de normas quanto como estratégia de proteção e resistência.
Mais informações sobre os cursos podem ser obtidas através do telefone (11) 2168-1777, do WhatsApp (11) 96383-1663 e do e-mail atendimento@itaucultural.org.br.
Foto em destaque: Envato










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