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Pessoas graduadas em Ciências Humanas que pesquisam a Amazônia têm até 1º de setembro para disputar uma das 20 vagas do mestrado em Diversidade Sociocultural do Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém. A inscrição é gratuita.

São 12 lugares reservados a pessoas trans, indígenas, pretas, pardas, com deficiência e oriundas de comunidades tradicionais, o equivalente a 60% da turma. A ampla concorrência fica com oito vagas. Pretas e pardas podem ocupar até quatro, indígenas até três e comunidades tradicionais até três, enquanto uma vaga cabe a pessoas com deficiência e outra a pessoas trans.

A exigência de formação é mais larga do que costuma ser. Podem concorrer graduadas em Ciências Humanas e em áreas interdisciplinares afins, como antropologia, arqueologia, comunicação social, direito, ecologia humana, economia, educação, geografia, história, letras, licenciatura intercultural indígena, linguística, museologia e sociologia. Quem se formou fora dessa lista também pode se inscrever, desde que justifique o interesse e apresente projeto ligado às linhas de pesquisa do programa. Estudantes no último semestre da graduação podem se inscrever no processo seletivo mediante comprovação.

Três etapas separam a inscrição do resultado. Cada candidata precisa apresentar um projeto de pesquisa com a indicação de três possíveis orientadoras da mesma linha, fazer a prova escrita marcada para 29 de setembro e passar por entrevista entre 9 e 27 de novembro. Os nomes das selecionadas saem em 11 de dezembro, e as aulas começam em março de 2027.

Presencial, o curso dura no máximo 24 meses e acontece no Campus de Pesquisa do museu, no bairro da Terra Firme.

As pesquisas se organizam em torno da área de concentração “Dinâmicas históricas e contemporâneas da diversidade sociocultural”, repartida em três linhas, chamadas Cultura e patrimônio, Povos indígenas e populações tradicionais e Socioecologia, diversidade sociocultural e ocupação territorial. Propostas em temas correlatos também são aceitas, entre elas restauração e patrimônios bioculturais, valoração da sociobiodiversidade, paisagens urbanas contemporâneas e impactos socioambientais na e da Amazônia.

O que sustenta esse trabalho está guardado na própria instituição. As estudantes fazem uso extensivo das coleções culturais, científicas e arquivísticas do Goeldi e de outras casas de pesquisa, acervo que alimenta a antropologia, a arqueologia, a história e a linguística no estudo das transformações no uso e no manejo da terra e dos processos socioculturais, econômicos e políticos que atravessam a região, observados em perspectiva de longa duração.

Sediado em Belém, o Goeldi é a unidade de pesquisa mais antiga da Amazônia e está vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. A comissão de seleção reúne Daniela Aparecida Ferreira, Diana Rodrigues, Glenn Shepard, Helder Perri Ferreira, Hein van der Voort, Igor Morais Mariano Rodrigues, Laure Emperaire, José Sena e Márcio Couto Henrique.

O edital com as regras completas está na página do PPGDS (clique aqui), onde saem também as comunicações de cada etapa. Dúvidas podem ser encaminhadas à secretaria do programa, pelo endereço ppgds@museu-goeldi.br.

Com informações da Agência Museu Goeldi.

Foto em destaque: Detalhes de itens da coleção etnográfica do Museu Goeldi. (Woltaire Masaki/MPEG)

Gabriella Florenzano
Cantora, cineasta, comunicóloga, doutoranda em ciência e tecnologia das artes, professora, atleta amadora – não necessariamente nesta mesma ordem. Viaja pelo mundo e na maionese.

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