Publicado em: 21 de julho de 2026
Através de sua advogada, a médica envolvida em recente vídeo que viralizou nas redes sociais mostrando-a em cenas de conflito com uma paciente no Hospital Regional de Salinópolis (PA) afirma ter sido vítima de agressões físicas e ofensas verbais no exercício de sua profissão.
Em nota a título de “direito de resposta”, a médica relata que “a paciente em questão já é conhecida em diversas unidades de saúde e por diversos médicos, pois comparece reiteradamente às unidades de emergência exigindo a administração de tramal e morfina. Além disso, há depoimentos testemunhais de outros profissionais da saúde sobre o comportamento da paciente, comprovando que ela pratica, de forma reiterada, constrangimento ilegal contra médicos. Na ocasião registrada, a paciente tentou coagir a médica, de forma truculenta, a prescrever o entorpecente. Ceder a essa exigência indevida forçaria a profissional a cometer uma grave infração tipificada na Lei de Drogas (Lei nº 11.343/06). Diante da recusa médica, fundamentada rigorosamente na ética e na técnica, a paciente passou a proferir ofensas verbais e partiu para a agressão física, segurando a Dra. Luciana pelo braço, além de furar e arranhar a sua mão, conforme atesta o exame de corpo de delito ao qual a médica foi submetida após o ocorrido. O recorte que circula nas redes sociais mostra, tão somente, o momento em que a médica tenta impedir a gravação indevida e não autorizada de sua imagem, logo após já ter sofrido as referidas agressões e ameaças. A paciente está conseguindo exatamente o que queria: utilizar a exposição midiática para intimidar e deixar os médicos com medo, tentando forçá-los a ceder a exigências descabidas por receio de danos às suas reputações. Destacamos que, apesar de o vídeo divulgado não ter gravado o momento da agressão, há provas periciais incontestáveis de que a violência ocorreu. A Dra. Luciana já tomou todas as providências legais cabíveis, registrando o Boletim de Ocorrência e submetendo-se a Exame de Corpo de Delito, documentos que comprovam materialmente a violência sofrida”.
A nota lamenta a divulgação das imagens e diz que houve “linchamento virtual gerado contra uma profissional de saúde dedicada”. Porém, é importante frisar que o portal Uruá-Tapera (que tem cópias do BO e do laudo do exame de corpo de delito) em momento algum identificou a médica e nem a paciente, além do que as imagens já estavam viralizadas no espaço virtual.
No BO registrado perante o delegado Vagno Rocha, a própria médica informa que tentou retirar o aparelho celular das mãos da paciente, ocasião em que esta lhe arranhou a mão esquerda.
O laudo da perícia detalha que as lesões no dorso da mão – sem qualquer gravidade – foram feitas por unhas de gel da paciente. E a própria médica declarou ao perito (e está registrado no laudo) que o ferimento se deu ao tentar tomar o aparelho celular – o que corresponde às imagens no vídeo mostrando que a médica confrontou a paciente no corredor e foi arranhada nas mãos, e não dentro do consultório. Não explicou o porquê de não ter acionado a segurança do hospital, ao se sentir ameaçada, nem ter pedido socorro aos muitos funcionários presentes no local.
Médica afirma ter sido agredida pela paciente em Salinópolis
Através de sua advogada, a médica envolvida em recente vídeo que viralizou nas redes sociais mostrando-a em cenas de conflito com uma paciente no Hospital Regional de Salinópolis (PA) afirma ter sido vítima de agressões físicas e ofensas verbais no exercício de sua profissão.
Em nota a título de “direito de resposta”, a médica relata que “a paciente em questão já é conhecida em diversas unidades de saúde e por diversos médicos, pois comparece reiteradamente às unidades de emergência exigindo a administração de tramal e morfina. Além disso, há depoimentos testemunhais de outros profissionais da saúde sobre o comportamento da paciente, comprovando que ela pratica, de forma reiterada, constrangimento ilegal contra médicos. Na ocasião registrada, a paciente tentou coagir a médica, de forma truculenta, a prescrever o entorpecente. Ceder a essa exigência indevida forçaria a profissional a cometer uma grave infração tipificada na Lei de Drogas (Lei nº 11.343/06). Diante da recusa médica, fundamentada rigorosamente na ética e na técnica, a paciente passou a proferir ofensas verbais e partiu para a agressão física, segurando a Dra. Luciana pelo braço, além de furar e arranhar a sua mão, conforme atesta o exame de corpo de delito ao qual a médica foi submetida após o ocorrido. O recorte que circula nas redes sociais mostra, tão somente, o momento em que a médica tenta impedir a gravação indevida e não autorizada de sua imagem, logo após já ter sofrido as referidas agressões e ameaças. A paciente está conseguindo exatamente o que queria: utilizar a exposição midiática para intimidar e deixar os médicos com medo, tentando forçá-los a ceder a exigências descabidas por receio de danos às suas reputações. Destacamos que, apesar de o vídeo divulgado não ter gravado o momento da agressão, há provas periciais incontestáveis de que a violência ocorreu. A Dra. Luciana já tomou todas as providências legais cabíveis, registrando o Boletim de Ocorrência e submetendo-se a Exame de Corpo de Delito, documentos que comprovam materialmente a violência sofrida”.
A nota lamenta a divulgação das imagens e diz que houve “linchamento virtual gerado contra uma profissional de saúde dedicada”. Porém, é importante frisar que o portal Uruá-Tapera (que tem cópias do BO e do laudo do exame de corpo de delito e se abstém de publicá-los por enquanto) em momento algum identificou a médica e nem a paciente, além do que as imagens já estavam viralizadas no espaço virtual.
No BO registrado perante o delegado Vagno Rocha, a própria médica informa que tentou retirar o aparelho celular das mãos da paciente, ocasião em que esta lhe arranhou a mão esquerda.
O laudo da perícia detalha que as lesões no dorso da mão – sem qualquer gravidade – foram feitas por unhas de gel da paciente. E a própria médica declarou ao perito (e está registrado no laudo) que o ferimento se deu ao tentar tomar o aparelho celular – o que corresponde às imagens no vídeo mostrando que a médica confrontou a paciente no corredor e foi arranhada nas mãos, e não dentro do consultório, momento em que uma servidora do hospital protege a paciente e não ela. Não explicou o porquê de não ter acionado a segurança do hospital, ao se sentir ameaçada, nem ter pedido socorro aos muitos funcionários presentes no local.










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