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Mulheres negras tomam o entorno da Praça da República na manhã deste sábado (25). A concentração da 11ª Marcha das Mulheres Negras em Belém começou às 9 horas, em frente ao Quilombo da República (QR) e, de lá, as participantes caminham pelo entorno da praça e voltam ao ponto de partida.

O ato deste ano leva o tema “Ancestralidade: um projeto de futuro que se faz agora”. A ideia é olhar para as mulheres negras que ergueram a história da Amazônia e, no mesmo movimento, pensar as decisões que definem os próximos anos.

Em ano de eleições gerais, a conversa central gira em torno de participação política, defesa da democracia e direitos da população negra, com atenção às amazônidas.

Desde 2016, a caminhada reúne organizações do movimento negro, coletivos, pesquisadoras, artistas, estudantes e lideranças comunitárias. Memória, denúncia, festa e pressão política dividem o mesmo chão.

Com o tempo, o ato firmou-se como um dos maiores do Julho das Pretas no Pará. Integra uma articulação nacional de mulheres negras que cobra reparação histórica, justiça racial e Bem Viver.

A mobilização fecha um mês inteiro de atividades espalhadas pela cidade, a chamada Campanha de Ativismo contra o Racismo. Nas ruas, a organização espera mulheres de diferentes gerações, ao lado das instituições e pessoas que acompanharam a programação das últimas semanas.

Quem quiser seguir os detalhes encontra as informações no perfil @mulheres.negras.amazonidas.

Imagem em destaque: Ascom Mulheres Negras Amazônidas em Movimento Contra o Racismo e Outras Violências

Gabriella Florenzano
Cantora, cineasta, comunicóloga, doutoranda em ciência e tecnologia das artes, professora, atleta amadora – não necessariamente nesta mesma ordem. Viaja pelo mundo e na maionese.

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