Publicado em: 9 de julho de 2026
Mulheres são sempre relegadas a último plano nas nomeações para o TST, STF e STJ. E amazônidas, em especial. Não por falta de quadros altamente qualificados, mas sim por escolhas políticas que perpetuam a histórica assimetria de representação (tanto de gênero quanto regional) no topo do Poder Judiciário. As duas magistradas preteridas reúnem todas as qualificações técnicas e institucionais exigidas: notório saber jurídico, reputação ilibada, alinhamento técnico e a viabilidade de aprovação no Senado. Quando uma lista com esse perfil é apresentada, a decisão final do Executivo deixa de ser apenas uma escolha técnica e passa a carregar uma mensagem política muito clara sobre quais prioridades e compromissos institucionais o governo decide chancelar. Obviamente, a falta de diversidade compromete a representação plural da sociedade nos tribunais superiores.
Nada contra o desembargador Sergio Torres Teixeira, que será ainda sabatinado pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado e, se aprovado, sua indicação será submetida ao plenário. Nascido no Recife (PE), ele ingressou na magistratura trabalhista em 1991. É especialista em Direito Público e em Direito do Trabalho, mestre e doutor em Direito. Em 2013, assumiu o desembargo no TRT6, do qual foi vice-presidente. Em 2021, atuou no TST como desembargador convocado. Desde 2022, integra o Comitê Científico da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho e, desde 2025, o Centro Nacional de Inteligência da Justiça do Trabalho. Recentemente, foi eleito presidente da Academia Brasileira de Direito do Trabalho para o biênio 2027/2028.










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