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O estande do Instituto Histórico e Geográfico do Pará na XXIX Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, ambiente dedicado à difusão da memória, da produção intelectual e intercâmbio cultural, viabilizado pelo patrocínio do Sicoob Coimppa, desenvolveu programação diversificada, incluindo rodas de conversa, palestras, sessões de autógrafos, lançamentos literários, oficinas e até degustação de sabores amazônicos. Na Arena Multivozes, o presidente Álvaro Negrão do Espírito Santo, a presidente honorária Anaíza Vergolino e a diretora de Museu Dayseane Ferraz apresentaram uma retrospectiva dos últimos vinte anos do IHGP.


A ciência e a gastronomia convergiram na mesa “Cultura Alimentar Parauara”, com Álvaro Negrão, Miguel Picanço e Sidiana Macêdo; a oficina de confecção de capas de livros, ministrada por Michele Quadros, teve o condão de “rejuvenescer” obras desgastadas pelo uso. Marco histórico, a doação dos diários manuscritos de Raymundo Avertano Barreto da Rocha reafirmou a confiança da sociedade no IHGP como fiel guardião da memória coletiva.


Foram lançados os livros “Comida Cabocla: Epistemologias do Comer e Viver Amazônidas”, de Miguel Picanço; “Retratos de Uma Época: Memórias e Reflexões”, do vice-presidente, Elson Monteiro; “Arquitetura de uma vida – Dora Alcântara e sua relação com a azulejaria”, de Aurilea Abelém; “Círio de Nazaré: Meu olhar de fé”, de Walbert Monteiro; e “Nicola Maria Parente e A Casa Italiana”, de Iolanda Parente, entre outros.


A roda de conversa “Patrimônio Histórico, Pertencimento e Inclusão: o Papel do Ministério Público”, contou com a participação do procurador de justiça Manoel Santino Nascimento e da promotora de justiça Regiane Ozanan, que discorreram acerca da salvaguarda jurídica da memória.


Já o debate sobre o papel do Judiciário na preservação patrimonial teve o protagonismo da desembargadora Kátia Sena, com mediação de Manoel Santino Nascimento, diretor de Relações Institucionais do Sodalício. A desembargadora Luzia Nadja Nascimento também prestigiou o evento.


Jarbas Vasconcelos, Manoel Santino e Sebastião Godinho – este presidente da Comissão Especial de Defesa ao Patrimônio -, expuseram as ações estratégicas do IHGP e o debate sobre o papel institucional do Instituto na inclusão e no pertencimento teve intervenções de Elson Monteiro.


Paulo Nunes ministrou a inédita palestra “Serões da Mãe Preta: Juvenal Tavares entre o Folclore e a Diáspora Africana”.


A mesa “Perspectivas dos Conflitos por água na Amazônia” teve grande repercussão, com Shirley Tozzi, Carlos Alexandre Bordalo e Maria Scarlett Dutra.


Paulo Cordeiro, sócio correspondente de Vigia de Nazaré, apresentou obras sobre medicina popular e a história da tradicionalíssima Banda 31 de Agosto.


O público também aprovou a Lojinha do Solar, uma curadoria de souvenirs que celebram a identidade parauara, incluindo livros raros, canecas, bonés, camisas personalizadas, agendas, xícaras de porcelana, botons e adesivos institucionais, permitindo que os visitantes levassem consigo uma pequena lembrança com a efígie do Barão de Guajará.


A expressiva afluência e engajamento de visitantes, pesquisadores e jovens estudantes ao estande atestam que o IHGP continua operante e necessário.


“Visitar o IHGP é testemunhar a perenidade de um compromisso firmado em 1900 que permanece vivo e atuante. Baluarte da intelectualidade amazônica e guardião da memória regional há 126 anos, marcou sua participação na XXIX Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes consolidando-se como epicentro do debate historiográfico e geográfico. O projeto expográfico transpôs a aura do Solar Barão de Guajará para o ambiente da feira, no estande nº 171, promovendo um diálogo vibrante entre o passado secular e os desafios do porvir”, sintetiza o 1º Secretário do IHGP, Robson Lopes.

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