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O Marajó e a faixa litorânea parauara estão entre as áreas prioritárias do novo edital do Projeto Floresta+ Amazônia, que vai destinar quase R$ 5 milhões a iniciativas de povos indígenas, quilombolas, ribeirinhas e demais comunidades tradicionais da Amazônia Legal. A chamada de Apoio a Projetos Locais nº 01/2026 recebe propostas até 4 de setembro.

Cada projeto aprovado entra em uma de duas faixas. A menor vai de R$ 200 mil a R$ 300 mil e cobre uma única área temática. A maior chega a R$ 650 mil, a partir de R$ 301 mil, para quem articular até duas áreas. A previsão é selecionar 14 iniciativas no total, no limite de duas por localidade prioritária, com execução ao longo de 2027 e prazo máximo de 12 meses.

A lista de territórios contemplados vai além do Pará, incluindo o Maranhão, Tocantins, Mato Grosso, Rondônia, a região do Lavrado, em Roraima, e a zona costeira do Amapá. Para chegar a esse recorte, o Floresta+ cruzou vulnerabilidade climática, taxas de desmatamento, conflitos socioambientais e ausência de políticas públicas.

Os eixos temáticos são três. O primeiro trata de práticas produtivas sustentáveis ligadas à sociobiodiversidade. O segundo, do enfrentamento às mudanças climáticas e às desigualdades socioambientais. O terceiro reúne práticas socioculturais, comunicação comunitária e educação ambiental, com espaço para ações voltadas à proteção das mulheres e da primeira infância.

Dentro desses eixos cabe um leque largo de ações elegíveis. Sistemas agroflorestais, recuperação de áreas degradadas, brigadas comunitárias contra incêndio, obras de infraestrutura comunitária, valorização de conhecimentos tradicionais, produção de material educativo, elaboração de instrumentos de gestão territorial e ambiental e apoio à geração de renda.

Quem se candidata não é a comunidade diretamente. As proponentes precisam ser organizações da sociedade civil ou ONGs sem fins lucrativos, constituídas há no mínimo três anos e representativas das comunidades beneficiárias. Parcerias com instituições públicas, centros de pesquisa e outras atoras locais entram como ponto favorável na disputa.

O edital cobra que as propostas sejam construídas de forma participativa, a partir das prioridades definidas pelos próprios territórios, e não de fora para dentro.

A chamada foi publicada pela Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, pela Modalidade Comunidades do Floresta+. O projeto é uma cooperação internacional coordenada pelo MMA, implementada com apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e financiada pelo Fundo Verde para o Clima (GCF).

Para acessar o edital completo e os formulários de submissão, clique aqui.

Serviço:

Edital de Apoio a Projetos Locais nº 01/2026, do Projeto Floresta+ Amazônia

Prazo de envio das propostas: até 4 de setembro de 2026

Orçamento total: quase R$ 5 milhões

Valores por projeto: de R$ 200 mil a R$ 300 mil para uma área temática, e de R$ 301 mil a R$ 650 mil para até duas áreas temáticas

Quantidade: até 14 projetos, no máximo dois por localidade prioritária

Execução: ao longo de 2027, com duração máxima de 12 meses

Quem pode propor: organizações da sociedade civil e ONGs sem fins lucrativos, constituídas há pelo menos três anos e representativas das comunidades beneficiárias

Onde acessar: florestamaisamazonia.org.br/editais/edital-de-apoio-a-projetos-locais

Fotos: Comunicação Floresta

Gabriella Florenzano
Cantora, cineasta, comunicóloga, doutoranda em ciência e tecnologia das artes, professora, atleta amadora – não necessariamente nesta mesma ordem. Viaja pelo mundo e na maionese.

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