Publicado em: 2 de outubro de 2026
Na noite de quinta-feira (1º), pela primeira vez na história, os principais concorrentes ao cargo de presidente da República decidiram não ir e a TV Globo cancelou o debate presidencial a menos de uma hora do horário previsto. Ambos preferiram se manifestar nas redes sociais. Lula (PT) em um podcast, e Flávio Bolsonaro (PL) em uma live. A emissora alegou insegurança jurídica criada por decisões conflitantes do TSE e do STF, que mudaram as regras. Mas o fato é que a força das redes sociais tem se mostrado muito mais eficiente do que o palco montado na TV aberta, num formato rígido de temas, perguntas e interações entre os candidatos. Nas plataformas digitais, as regras são abertas, o tempo é maior, os temas são livres de amarras e o formato é informal.
Sem dúvida, foi quebrado um paradigma. Por décadas, os poderosos barões da mídia – principalmente de TV – decidiram o que era notícia, guardaram segredos da República, negociaram silêncios e revelações. Bastidores do Congresso, campanhas eleitorais e crises de governo eram filtradas. O ambiente digital derrubou tudo no território livre da internet, para o bem e para o mal. Algoritmos e influenciadores agora manipulam a informação.
Por outro lado, nas redes sociais os candidatos podem falar direto ao eleitor, em linguagem coloquial e em trajes simples, de modo a se colocar mais próximo daqueles de quem querem obter o voto. Não por acaso o candidato ao governo do Pará, Dr. Daniel, usou camisa polo laranja no debate da TV Liberal/Rede Globo.
Certamente nunca mais as campanhas políticas serão as mesmas.










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