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Desafios de infraestrutura e logística, matriz energética, segurança alimentar, bioeconomia e dinâmica do mercado regional foram debatidos ontema (31), em Belém, durante o Painel do Campo Econômico, realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado do Pará. O encontro reuniu representantes do setor produtivo e uma comitiva da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército.


A programação integrou a formação de oficiais do Curso de Comando e Estado-Maior, de modo a ampliar a compreensão sobre aspectos econômicos e produtivos da Amazônia Oriental e suas relações com questões estratégicas de segurança e defesa.


Para o general Bazi, Chefe do Estado-Maior do Comando Militar da Amazônia Oriental, o desenvolvimento do país está diretamente relacionado às possibilidades econômicas da região. “É impossível falar do desenvolvimento do nosso país hoje sem pensar na Amazônia, desde a exploração dos nossos minerais até a produção dos nossos grãos. Se queremos desenvolver o país, precisamos pensar no desenvolvimento da Amazônia.”


Durante o evento, representantes da indústria, da agropecuária e do comércio apresentaram diferentes perspectivas sobre a economia paraense e os principais desafios enfrentados pelos setores produtivos da região.


O presidente da Fiepa, Alex Carvalho, considera a aproximação entre o setor produtivo e o Exército oportuna para colocar em discussão pautas que convergem para o desenvolvimento da região. Ele defende o avanço das atividades econômicas associado à preservação socioambiental e à criação de um ambiente favorável a novos investimentos. “Nós precisamos, de uma vez por todas, superar essa ideia de que atividade econômica e preservação socioambiental não possam coexistir”, afirmou. “Nós defendemos a indústria legal, a indústria que cumpre regras, que respeita a nossa sociedade paraense. E queremos fortalecer as atividades econômicas e industriais” .


O gerente do Observatório da Indústria, Felipe Freitas, traçou um panorama da infraestrutura industrial da Amazônia Oriental, com destaque para a matriz energética e os gargalos logísticos que afetam o escoamento da produção. Os dados apresentados também ajudaram a estabelecer relações entre desenvolvimento econômico, ocupação do território e questões de segurança e defesa. “Os desafios da indústria local também são, de uma forma ou de outra, desafios da Defesa Nacional e das Forças Armadas, porque um território que não é desenvolvido naturalmente enfraquece as nossas fronteiras”, afirmou. Segundo Freitas, os dados sobre o nível de desenvolvimento e os desafios da indústria paraense ajudam a dimensionar questões que vão além do setor produtivo. “São desafios comuns aos das próprias Forças Armadas, de ocupar o território e garantir, da melhor forma possível, a segurança dos nossos ativos naturais, das nossas comunidades e dos povos locais.”


O debate também contou com representantes da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará e da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Pará. Pela Faepa, o presidente Carlos Xavier abordou temas como segurança alimentar, expansão da fronteira agrícola, cadeias da bioeconomia e questões agrárias. Já a Fecomércio, representada pelo vice-presidente Felipe Chamma e pela assessora econômica Lúcia Cristina, apresentou aspectos relacionados ao mercado consumidor, ao setor de serviços, ao turismo e à geração de empregos na região.

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