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O serpentário político parauara está agitado e esta noite ninguém dorme. É canelada para todo lado, principalmente entre “aliados”. O fogo amigo está com labaredas altas. A tradicional e folclórica boca de urna, sob forte vigilância da Polícia Federal, Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual, Polícia Rodoviária Federal e demais órgãos fiscalizadores, causa frisson entre as candidaturas. Cabos eleitorais, “bandeirinhas” e “formiguinhas” com medo de levar calote.


Há advogados anunciando que estão à disposição para enfrentar possíveis casos de prisão por crimes eleitorais, de tal forma que alguns dormirão já de terno e pendurados em cabides, para não amassar a roupa e não perder tempo em caso de necessidade de ir à superintendência da PF atender os clientes. Outros sequer fecharão os olhos. E os demais cochilarão com os olhos abertos, tal qual os jacarés.


As pesquisas são uma aflição à parte para os candidatos. Afinal, divergem a ponto de apontar vitórias contraditórias logo no primeiro turno. Algumas nem são por conta de quem pagou, mas sim em razão de metodologias díspares.


Enfim, está chegando a hora de a onça beber água, como diz o caboclo. Nas próximas 24h, serão muitas as emoções, o destino do Brasil e do Pará está em jogo. Que o voto seja exercido como direito de cidadania, fundamental para a democracia, com consciência do interesse público e responsabilidade.

Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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