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O grande desafio das eleições 2026 será conviver com um turbilhão de notícias falsas sobre política, que já vem em uma crescente e isso ficou muito claro na pandemia da Covid 19, quando a desinformação dava conta de que quem se vacinasse poderia virar jacaré. Parece surreal, mas aconteceu e muitos acreditaram e disseminaram.


Os dados sobre fake news dão conta de que o público mais atingido são os jovens e os idosos, e que a plataforma mais usada para a disseminação de notícias falsas é o Facebook. Segundo a agência de notícias Reuters, 10% da receita da Meta são oriundos de notícias falsas patrocinadas, e isto representa 14 bilhões de dólares por ano. Talvez aí resida a resistência da proprietária do Facebook e do Instagram em identificar e punir aqueles que a divulgam.


O médico Dráuzio Varela é campeão em divulgação de medicamentos em perfis falsos, sendo que não faz propaganda de remédios. Mas por que as pessoas não vão à página do renomado médico para verificar se existe, ou se é verídica aquela informação? A falta de conhecimento sobre como verificar uma notícia falsa é a resposta.


Na busca pela veracidade algumas perguntas se revelam básicas: o fato parece real, outros veículos estão divulgando a mesma notícia, essa é a página oficial do divulgador do fato?


A Noruega saiu na frente no combate à desinformação no mundo, através de uma organização sem fins lucrativos (faktisk.no), criada pela imprensa tradicional e o governo para checagem de fatos e de políticos, principalmente em época de eleição. Tivemos uma experiência muito parecida durante a pandemia no Brasil, pois, diante da relutância, vamos assim chamar, do governo federal, via Ministério da Saúde, em divulgar dados precisos sobre as mortes, várias agências de notícias se associaram e passaram a divulgar os números, diariamente.


Acho que o exemplo norueguês deveria ser seguido por nós! A quadra da eleição já se avizinha com o prazo das convenções partidárias em curso e que irão até o próximo dia 5. Na sequência, teremos o prazo para o registro de candidaturas e no dia 16 de agosto inicia a corrida eleitoral.


Para o eleitor, principal interessado no processo eleitoral, pois escolherá do deputado estadual ao presidente da República – nos quais serão depositadas as esperanças de dias melhores para os próximos quatro anos – a busca da verdade sobre o que é dito é muito importante.


Verificar os dados recebidos em outros veículos de comunicação e nas próprias páginas dos candidatos é fundamental.


Quando a notícia vier através de um candidato, constate na fonte se é verdade. Tudo o que ocorre no mundo – e no processo eleitoral não é diferente – todos divulgam. Conferir nos sites estabelecidos é sempre um bom caminho!

Robério Abdon d’ Oliveira
Robério Abdon d’ Oliveira é advogado, milita na área do Direito Público há 34 anos e preside o Instituto de Desenvolvimento da Amazônia-IDEA. @roberioabdondoliveira

Aiala Colares é semifinalista do Prêmio Jabuti

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