Publicado em: 28 de julho de 2026
Quando o dinheiro está em jogo as regras de etiqueta vão para o limbo. A dissolução da sociedade da academia Áurea Wellness Club, que funciona sob conceito de clube fechado, culminou ontem (27) em baixaria e acabou virando caso de polícia, que nem as da periferia. Concebida para atender um público que gosta de exclusividade e paga mensalidade de R$1.800 para ter acesso a, além de equipamentos modernos, spa completo e experiências sensoriais, a classe foi para o espaço sideral quando Ronaldo Cohen, ex-sócio do empreendimento, chegou lá com um caminhão para retirar armários, sofás, puffs, mesas e até os aparelhos de ar-condicionado. Houve bate-boca, chilique de empregados e frequentadores. A confusão foi tão grande que a polícia precisou ser chamada.
À noite, o sócio remanescente Khalil Nassar divulgou um vídeo nas redes sociais, visivelmente abalado, e prometeu que todos os móveis e equipamentos retirados serão repostos imediatamente, “ainda melhores”. Falou de seus sonhos, valores que recebeu “no berço” e garantiu que todos os fornecedores estão em dia. Mas não contou a razão da briga, o que só aumentou a especulação e o bochincho.
Como se sabe, Belém é uma cidade com muros baixos e línguas compridas… E nada como uma fofoca no high society para animar as rodas. Daí que logo um outro herdeiro do mundo fitness – que se tornou conhecido pela ostentação e por ter arrastado a esposa na porta de seu possante -, e que já vinha gastando seu tempo em posts criticando a concorrência, aproveitou para outro vídeo dizendo que na sua academia tal barraco não acontece. Aham!
Até uma advogada também está surfando na onda, oferecendo seus serviços nas redes sociais para cuidar de contratos societários e evitar escândalos.
Localizada na Trav. Benjamin Constant, 1553, entre as avenidas Gentil Bittencourt e Brás de Aguiar, em Belém do Pará, a Áurea Gym começou angariando a antipatia de toda a vizinhança, porque a construtora, para cumprir o prazo da inauguração, ultrapassava os horários permitidos por lei, infernizando os moradores da área. Como se nota, a pobreza da elite nem sempre é financeira.










Comments