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A Inglaterra garantiu vaga nas quartas de final da Copa do Mundo de 2026 ao derrotar o México por 3 a 2, em uma partida eletrizante disputada no Estádio Azteca, na noite de domingo (5). Diante de mais de 80 mil torcedores e sob forte pressão dos donos da casa, os ingleses demonstraram eficiência nos momentos decisivos e resistiram mesmo atuando com um jogador a menos durante praticamente todo o segundo tempo. A classificação também representou um feito histórico para os europeus, que conquistaram sua primeira vitória em partidas oficiais no tradicional palco do futebol mexicano.

O grande nome da partida foi Jude Bellingham. O meio-campista marcou dois gols em rápida sequência ainda na primeira etapa e foi determinante para colocar a Inglaterra em vantagem. O México reagiu com Quiñones, que diminuiu o placar antes do intervalo e manteve a seleção anfitriã viva no confronto. A equipe comandada por Thomas Tuchel, entretanto, voltou organizada para a etapa final, apesar das dificuldades impostas pelo adversário.

O panorama da partida mudou aos nove minutos do segundo tempo, quando o zagueiro Quansah foi expulso. Mesmo com dez jogadores, a Inglaterra ampliou a vantagem pouco depois, em cobrança de pênalti convertida por Harry Kane, após falta do goleiro Rangel sobre Saka. A vantagem de dois gols parecia encaminhar a classificação inglesa, mas o México voltou a crescer no confronto.

A seleção mexicana aproveitou a superioridade numérica para pressionar intensamente nos minutos finais. Raúl Jiménez converteu um pênalti sofrido por Brian Gutiérrez e recolocou os anfitriões na disputa. Embalada pela torcida, a equipe de Javier Aguirre criou novas oportunidades e levou perigo constante à meta defendida por Jordan Pickford, que realizou intervenções decisivas para impedir o empate e assegurar a classificação inglesa em um dos jogos mais emocionantes das oitavas de final. 

Além da qualidade técnica, a vitória evidenciou a capacidade de adaptação da Inglaterra. Diante da altitude da Cidade do México, da atmosfera favorável aos donos da casa e da inferioridade numérica durante boa parte do segundo tempo, os ingleses reduziram o ritmo da partida, reforçaram a marcação e adotaram uma postura mais conservadora para preservar a vantagem. A estratégia foi suficiente para resistir à intensa pressão mexicana até o apito final, assegurando uma classificação construída com disciplina tática, resiliência e grande entrega física. Há muito tempo o chamado English Team não protagonizava uma atuação tão marcada pela combatividade e pelo espírito de sacrifício, características que fizeram a diferença em um dos confrontos mais intensos desta Copa do Mundo.

Com o triunfo, a Inglaterra avançou às quartas e terá pela frente a Noruega, responsável por eliminar o Brasil também no domingo. Já o México encerrou sua campanha deixando boa impressão diante de sua torcida, fechando a Copa na nona posição. 

O confronto no Azteca reuniu intensidade, reviravoltas e emoção até os minutos finais, confirmando-se como um dos grandes espetáculos da fase eliminatória do Mundial de 2026. 

A Copa do Mundo já começa a deixar saudades.

Imagem em destaque: caricatura gerada por IA de Jude Bellingham e Harry Kane.



* O conteúdo do artigo reflete a opinião pessoal da/o colunista

Rodolfo Marques
Rodolfo Marques é professor universitário, jornalista e cientista político. Desde 2015, atua também como comentarista esportivo. É grande apreciador de futebol, tênis, vôlei, basquete e F-1.

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