Publicado em: 28 de agosto de 2026
Cinco artistas amazônidas aparecem retratadas em fotoperformance na exposição “Contemporâneas: Um Retrato na Arte Amazônica”, que abre no dia 4 de setembro, às 19h, na Galeria Benedito Nunes, em Belém. A noite de abertura terá ainda a exibição de um documentário sobre o processo criativo das cinco. A visitação seguirá até 30 de setembro, com entrada gratuita.
Htadhirua, Alice Hermosa, Tarsila Rosa, Assucena Pereira e Luísa Brasil trabalham entre linguagens que passam pela fotografia, cinema, teatro, muralismo, design gráfico, pintura, dramaturgia, palhaçaria e produção cultural. A mostra toma a fotoperformance e o documentário como instrumentos de leitura dessas trajetórias e expõe escolhas estéticas, processos de criação e experiências que marcam a atuação de cada uma. Corpo, memória e território entram como matéria-prima.
“Ser artista contemporâneo é saber usar de várias linguagens para transmitir sua mensagem — e essas mulheres fazem exatamente isso”, explica Luísa Brasil, curadora e idealizadora do projeto, que integra também o grupo de retratadas.
A produção das imagens percorreu bairros, ilhas, praias, praças, ateliês e bosques da região amazônica. As paisagens entram nas narrativas visuais de cada artista.

“Escolhemos a fotoperformance para ilustrar os mundos imagéticos dessas cinco artistas. Foi um processo orgânico, de escuta ativa: eu conversava com cada uma delas e trazia ideias de como o projeto poderia ser, porque ele também é autoral, é cocriado”, conta a curadora.
Onde o retrato convencional registra o que se é em determinado tempo e espaço, a fotoperformance abre acesso a mundos que nem sempre existem fisicamente. As obras reunidas propõem uma leitura da criação como prática cotidiana, articulando identidade, memória, território e expressão.
A montagem se apoiou na colaboração entre mulheres. Cada artista foi retratada por outra fotógrafa amazônida, num arranjo que coloca em diálogo quem cria a imagem e quem é fotografada, e evidencia redes de troca e reconhecimento entre profissionais que atuam na arte e na cultura da região. A equipe de set foi majoritariamente formada por mulheres.
A escolha das fotógrafas seguiu a mesma lógica da seleção das artistas, segundo Luísa. “São profissionais emergentes, que também estão fazendo seu corre e têm um olhar sensível para essa nossa vivência amazônica.”
Os percursos reunidos na curadoria são distintos entre si. Entre as cinco estão uma mulher trans, uma mulher indígena e uma artista de matriz religiosa afro-brasileira, com atuações que passam pelo circo, pela fotografia e pelo vídeo.
A galeria funciona de 8h às 18h, com entrada gratuita, classificação livre e acessibilidade em braille e audiodescrição.
“Espero que o público devore cada imagem e cada narrativa, que se veja nelas e tenha acesso a uma Amazônia da qual também faz parte. Espero que as pessoas sintam um quentinho no coração de ser amazônida, e que quem não é daqui experimente um pouco do agridoce que é ser amazônida”, diz a curadora.
O projeto tem apoio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), do Ministério da Cultura e do Governo Federal, junto da Secretaria de Cultura do Estado do Pará (Secult-PA) e do coletivo de midiativismo Pororoka.
Serviço:
Exposição “Contemporâneas: Um Retrato na Arte Amazônica”
Curadoria: Luísa Brasil
Artistas: Htadhirua, Alice Hermosa, Tarsila Rosa, Assucena Pereira e Luísa Brasil
Vernissage e exibição do documentário: 4 de setembro de 2026, às 19h
Visitação: até 30 de setembro de 2026, de 8h às 18h
Local: Galeria Benedito Nunes, Fundação Cultural do Pará, Centur, Batista Campos, Belém (PA)
Entrada gratuita e classificação indicativa livre
Acessibilidade: braille e audiodescrição
Fotos: Divulgação










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