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A universitária Liz Santos, do curso de Moda e Design da Universidade da Amazônia (UNAMA), garantiu vaga na final do Sou de Algodão, maior concurso de moda universitária do país. Em 27 de novembro, em São Paulo, ela apresentará a coleção “Colapso Amazônida” e concorrerá ao prêmio de R$ 30 mil, disputado por jovens criadoras de todo o Brasil.

A classificação veio depois de a estudante parauara passar por todas as etapas da seleção, aberta no fim de 2025, com orientação das professoras Felícia Maia e Milena Silva. O look autoral que lhe rendeu a vaga, batizado de “Memória Contaminada”, protesta contra o descarte químico e a contaminação dos rios da Amazônia.

“Usei cores, texturas e recortes que causem impacto ao público para expressar a poluição na Amazônia. É um convite para refletirmos sobre os impactos deixados em nossa floresta e memória coletiva”, explica Liz.

Na etapa decisiva, cada finalista apresenta cinco looks autênticos em um desfile exclusivo do Sou de Algodão. Quem vencer leva R$ 30 mil e um lugar no line-up oficial da Casa de Criadores.

A coleção de Liz parte da Revolta da Cabanagem, levante popular ocorrido no Pará no século 19, e mistura essa memória com estética cyberpunk.

“A coleção se chama ‘Colapso Amazônida’ e nasce a partir do movimento neo-cabano, uma releitura futurista. Meu critério de criação é transformar essas urgências em linguagem visual, sem suavizar a realidade. Quero as peças provocando reflexão e funcionando como um alerta sobre os caminhos que estamos construindo para o futuro”, pontua a finalista.

Para a professora Milena Silva, orientadora do projeto, conectar a moda à identidade cultural da Amazônia é um desafio que a estudante venceu com sensibilidade. “Ter conhecimento, vivências e amor pelo local de origem é um impulso para a criatividade. Nossa aluna soube transitar em aspectos fundamentais no curso de Moda, como antropologia, história, costura, modelagem e muito mais”, acrescenta.

A coordenadora do curso de Moda da UNAMA, Felícia Maia, vê na classificação um reconhecimento da moda autoral produzida na região. “É um diferencial para o currículo dos estudantes da graduação. Além disso, esse movimento reforça a moda sustentável no país. É gratificante observar o desempenho de tantos jovens. Estamos no caminho certo de preservação do meio ambiente”, finaliza.

Foto em destaque: look de “Memória Contaminada” para Sou de Algodão

Gabriella Florenzano
Cantora, cineasta, comunicóloga, doutoranda em ciência e tecnologia das artes, professora, atleta amadora – não necessariamente nesta mesma ordem. Viaja pelo mundo e na maionese.

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