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Três curtas-metragens produzidos por jovens de comunidades tradicionais do Acre, do Amapá e do Pará vão ao ar nesta sexta-feira, 4, no Cine Floresta Digital. A mostra virtual começa às 19h, no horário de Brasília (18h em Manaus), 17h em Rio Branco), com transmissão gratuita e aberta pela plataforma Jitsi.

Os filmes saíram do Curso de Audiovisual da Rede Comunitária Floresta Digital, formação a distância voltada a narrativa audiovisual, produção, captação de imagens e edição de vídeo. As turmas gravaram com o que havia à mão nos próprios territórios e transformaram vivências, memórias e saberes comunitários em material audiovisual.

Da Aldeia Puyanawa, no Acre, vem “O desafio das mulheres Puyanawa para chegar até a maloca sagrada”, de Carol Puyanawa, Sara Januário e Rair Puyanawa. O curta acompanha a relação das mulheres com um espaço sagrado do território, a partir do relato de Maria Valéria, a Xinã Iruya.

O Amapá aparece com “Empreendedores do Açaí”, produzido por Rafael Brutti Eckhardt, da Associação Nossa Amazônia. O filme reúne experiências de estudantes da Escola Família Agroextrativista do Carvão, no município de Mazagão, em torno da produção e do empreendedorismo ligados ao fruto que sustenta boa parte da economia e da cultura amazônicas.

Do Pará, “Contos e Lendas de Acará-Açu”, produzido por Ingrid Beatriz, da comunidade Acará-Açu, leva para a tela histórias de visagens e assombrações que circulam na memória da comunidade.

Depois das exibições, a jornalista e documentarista Tainá Barral, da Associação Cultural Na Cuia, comenta as produções e devolve às turmas uma leitura sobre os processos de trabalho e as narrativas construídas.

A programação termina com uma cerimônia simbólica de reconhecimento às participantes que concluíram seus filmes. Cada uma recebe acessórios para celular, equipamento que deve servir às próximas produções nos territórios.

O Cine Floresta Digital integra as ações da Rede Comunitária Floresta Digital, iniciativa do Projeto Saúde e Alegria (PSA) e da DW Akademie, com apoio da União Europeia. A rede atua em nove territórios indígenas, ribeirinhos e quilombolas do Pará, do Acre, do Amapá e do Amazonas, com foco no que chama de conectividade significativa.

Uma frente do projeto implanta infraestrutura comunitária de internet. A outra forma jovens e lideranças em cultura digital, comunicação e gestão tecnológica, com estímulo ao uso de tecnologias livres. O desenho parte das demandas e das decisões de cada comunidade e mira autonomia, participação social e defesa dos territórios pela comunicação e pela inclusão digital.

Serviço:

Cine Floresta Digital, mostra de curtas

Data: 4 de setembro de 2026, sexta-feira

Horário: 19h (Brasília), 18h (Manaus), 17h (Rio Branco)

Acesso: meet.rhizomatica.org/florestadigital´

Participação: aberta ao público e gratuita

Foto em destaque: Acervo Rede Floresta Digital

Gabriella Florenzano
Cantora, cineasta, comunicóloga, doutoranda em ciência e tecnologia das artes, professora, atleta amadora – não necessariamente nesta mesma ordem. Viaja pelo mundo e na maionese.

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