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BSoD

Mexo no vaso pela centésima vez. Agora começaram a nascer uns cogumelos estranhos do lado do jambu, não sei porquê. Também não sei porquê nunca procurei no Google o que são estes tais cogumelos brancos. Ando cansada do Google assim como não aguento mais procurar tudo.

Sinto saudades da areia e do mar, porém chove lá fora e lembro-me então o quanto eu adoro a chuva, mesmo que o seu som me faça perder o tempo, espaço e nexo, e esquecer de tudo o que tenho para fazer, como se o risco que surgiu em minha parede sabe-se lá como fosse algo que demandasse profunda reflexão.

 Tento ser leve, mas meus passos deixam buracos pelo chão. Tento ser séria, mas acho graça em tudo e não consigo parar de rir nem na frente do próprio espelho. Não me olho mais do mesmo jeito no espelho e sinto muita culpa por já não desgostar do que vejo, por não reclamar do que não tenho, por não querer o que não é.

Adoro as flores, mas só planto frutos. Nunca havia reparado nisto, que engraçado. Já passou agosto e parece que só agora que cheguei aqui. Tento cantar para fazer algum sentido, mas só me ocorrem palavras que me faltam. As nuvens passam e quem sabe eu consiga daqui a pouco comprar um espaço nelas.

Cheiro as folhas do meu pé de manjericão e não tenho fome e, isto sim, é algo muito estranho. Vejo as pessoas que andam a olhar para o alto como se pudessem ler as histórias cravadas pelo tempo nas pedras desses prédios que hoje em dia são tão normais para mim. E se a Terra capotar mais uma vez e tudo isto um dia nada mais for? Minhas unhas estão como garras e é melhor cortá-las.

Tiro o chapéu, largo o travesseiro. Falo mais do que devo e não conto tudo o que posso. Parti copos, rasguei caixas, guardei roupas, abro janelas que não sei responder e não aperto os botões do que deveria enviar. Estou certa de tudo e perdida em mim mesma. É isso.

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