Publicado em: 22 de agosto de 2026
Entidades culturais congêneres estão se manifestando publicamente em solidariedade à Academia Paraense de Letras. A Academia de Letras de Belém, a Academia Paraense Literária Interiorana, a Academia Vigiense de Letras, a Academia Castanhalense de Letras e a Academia Artística e Literária de Óbidos publicaram notas oficiais de apoio.
“Não podemos nos calar diante dos atos de invasão, furto e vandalismo que atingiram a sede histórica da APL, causando prejuízos significativos ao patrimônio e comprometendo livros, documentos, móveis e objetos de relevante valor histórico e cultural. A Academia Paraense de Letras, instituição centenária e referência da literatura paraense, não pode ficar à mercê da violência e do abandono. O ataque à sua sede representa, também, uma grave agressão à memória, à cultura, à arte e à história do Pará”.
As Academias de Letras manifestaram “solidariedade ao presidente Ivanildo Ferreira Alves, aos acadêmicos e a todos aqueles que se dedicam à preservação e à valorização dessa importante instituição. Ao mesmo tempo, apoiam a adoção de medidas urgentes para garantir a segurança da sede, a apuração rigorosa dos fatos, a identificação dos responsáveis e a devida responsabilização pelos crimes cometidos”.
“Proteger e defender a Academia Paraense de Letras é, também, salvaguardar parte fundamental do patrimônio cultural, artístico e literário do nosso Estado. Preservar sua história e seu acervo significa assegurar às presentes e futuras gerações o direito de conhecer, valorizar e manter viva a memória da literatura paraense. Repudiamos qualquer atitude de vandalismo contra este Silogeu, pois ele representa a memória literária paraense e depredá-lo é ferir algo que pertence a sociedade paraense. Episódios como este revelam um descaso recorrente com quem produz e preserva a cultura no Pará. A APL é uma entidade guardiã da memória e da história da literatura paraense. Merece o devido respeito e a sensibilidade das autoridades competentes, que, infelizmente, nem sempre se mostram empenhadas com as causas culturais”, declararam as Academias literárias.
Franciorlis Vianzza, presidente da Federação das Academias de Letras do Pará, que representa 35 academias paraenses, se posicionou. “Embora sejam entidades privadas, as academias têm finalidade pública. A APL ocupa lugar importante na história cultural do Pará. Em sua trajetória, reuniu nomes como Benedicto Monteiro, Bruno de Menezes, Alonso Rocha, Adalcinda Camarão, De Campos Ribeiro, entre tantos outros. Zelar por sua sede, portanto, também é dever do poder público — porque cada gaveta, cada quadro, o piano centenário, os livros da biblioteca são pequenas máquinas do tempo.”
O presidente da APL, Ivanildo Alves; o vice-presidente Leonam Cruz Jr. e todos (as) os (as) acadêmicos (as) agradecem aos literatos que integram essas Academias, através de Benny Franklin, presidente da Academia Paraense Literária Interiorana; Rui do Carmo, presidente da Academia de Letras de Belém; Raul Lobo, presidente Academia Vigiense de Letras; Zenaira Martins, presidente da Academia Castanhalense de Letras; Aristides Dias, presidente da Academia Artística e Literária de Óbidos, e Franciorlis Vianzza, presidente da Falpa.










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