Publicado em: 8 de agosto de 2026
“Desde sempre e para sempre toda mulher tem parentesco com a primeira estrela brilhante que levou luz ao azul profundo do céu”. A frase, da filósofa Delia Steinberg Guzmán, inspirou a escritora Lúcia Helena Galvão, em seu terceiro texto para teatro, a escrever Ânima. A peça foi especialmente criada para a atriz Beth Zalcman, retomando a parceria de sucesso iniciada com “Helena Blavatsky, a voz do silêncio”, vista por cerca de 220 mil pessoas e que rendeu a ela o Prêmio Cenym de Melhor Atriz em 2023. Luiz Antônio Rocha, que assina a encenação de Helena Blavatsky, repete a parceria com a autora e a atriz. O texto traz o desafio de reunir seis mulheres místicas, pensadoras, idealistas e heroínas como Joana Darc, Simone Weil, Helena Blavatsky, Harriet Tubman, Marguerrit Porret e Hipatia de Alexandria. Para unir as personagens uma tecelã ocupa o palco tecendo histórias que deixaram uma marca indelével no curso da humanidade. A ancestralidade da fala se contrapõe com o uso da tecnologia e inova com o uso de drones transportando o público para um evento transformador.
Após temporadas de sucesso no Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Recife, São Paulo e Curitiba, Ânima fará duas apresentações nos dias 14 e 15 de agosto no Teatro do Sesi. A iniciativa é da Nova Acrópole Belém.
“Quando Lúcia me entregou o texto Ânima ela me disse: nele estão seis mulheres que marcaram a minha vida. “Fiquei curiosa, emocionada, ansiosa, e na primeira leitura compreendi que eu viveria uma experiência profunda e bela. Mulheres distintas vindas de tempos e espaços distantes, mas conectadas pelo desejo de fazer a vida valer a pena para todos. Para descobri-las tive que mais uma vez mergulhar no meu silêncio, como aprendi com Blavatsky”, comenta Beth Zalcman.
“A coragem e a resistência à adversidade são características inerentes a muitas mulheres, especialmente quando o amor e a compaixão estão em jogo”, afirma a autora Lucia Helena Galvão, que completa: “Este é um belo arsenal de habilidades femininas. Embora não pretendamos esgotar todo o potencial feminino com essa breve reflexão, queremos destacar o poder transformador que as mulheres trazem consigo. Elas preenchem muitos dos vazios que tanto afligem a humanidade, e é fundamental reconhecer e valorizar suas contribuições”.
A primeira personagem é a corajosa e autêntica filósofa francesa Simone Weil, que viveu no séc. XX, dotada de capacidade ímpar de ver simbolicamente a vida e se aprofundar em seus segredos mais íntimos. Segue com a inesquecível heroína e santa Joana D’Arc, do séc. XIV, condenada à fogueira pela inquisição católica e canonizada pela mesma igreja. Continua com a escritora Helena Blavatsky, séc. XIX, duramente condenada por seus contemporâneos, por sua ousadia e originalidade, irreverência e determinação. Também entra em cena a brilhante Harriet Tubman, séc. XVIII, mulher escravizada foragida que libertou muitos outros companheiros da escravidão e se tornou símbolo da luta contra o trabalho escravo nos EUA. E então vem Marguerite Poret, a grande pensadora e mística do séc. XIII, cujo grande legado, a obra “Espelho das Almas Simples…”, rendeu a ela a condenação à morte na fogueira. Ao final dessa jornada, no séc. IV, Hipátia de Alexandria, incansável investigadora, vítima do fanatismo de seu tempo, conhecida como a primeira matemática documentada na história.
Ânima fala da alma feminina. Beth é uma atriz extraordinária que mergulha e responde às propostas com muita rapidez. O texto de Lúcia Helena é recheado de provocações e possibilidades.
Serviço
ÂNIMA
Dias: 14 e 15 de agosto, às 20h
Duração: 75 minutos.
Classificação: 12 anos
Onde: Teatro do Sesi
Endereço: Av. Almirante Barroso, 2540 (Entrada pela Dr. Freitas).
Telefone: (91) 3366-0971
Ingressos no Sympla: https://bileto.sympla.com.br/event/123543
FICHA TÉCNICA:
Argumento e texto original: Lúcia Helena Galvão
Interpretação: Beth Zalcman
Encenação: Luiz Antônio Rocha
Projeto de luz: Ricardo Fujii
Figurino: Thanara Shornadie
Cenário: Luiz Antônio Rocha e Toninho Lobo
Trilha sonora: Beth Zalcman e Luiz Antônio Rocha
Sonoplastia: Anderson de Almeida / TAKE
Preparação corporal: Miriam Weitzman
Visagismo: Neandro
Fotos: Marcelo Estevão – Modus Focus / Flavia Canavarro / Jow Coutinho / Leandro Moraes
Direção de Produção: Luiz Antônio Rocha
Realização: Espaço Cênico, Mímica em Trânsito e Teatro em Conserva
SOBRE LÚCIA HELENA GALVÃO:
Lúcia Helena Galvão é filósofa, professora, escritora, poetisa, conferencista e voluntária há 35 anos na Nova Acrópole do Brasil, onde ministra aulas e palestras abordando diversos temas relacionados à Filosofia. Seus temas de estudo trazem a filosofia para um nível prático e aplicável, estabelecendo conexões entre conhecimentos antigos e a atualidade. Seu trabalho consistente atrai uma audiência global, com milhares de pessoas acompanhando seus livros ou escutando suas palestras. As produções criativas e filosóficas de Lúcia Helena compartilham conhecimentos adquiridos com muito estudo e dedicação, visando auxiliar as pessoas a crescerem e se tornarem seres humanos melhores.
SOBRE BETH ZALCMAN:
Beth Zalcman é atriz e autora, acaba de ganhar o Prêmio Cenym 2023 de melhor atriz com o monólogo “Helena Blavatsky a voz do silêncio”, aclamada pela crítica e público em todo o país. Atuou em Reis – Record/ em Desalma – Globoplay/ D Vitória / Conspira e Globoplay. Séries Tudo de Bom e Todo dia a mesma noite. Na peça Brimas, indicada ao Prêmio Shell 2015 de melhor texto, com grande sucesso de público e crítica. Integrou o elenco de “Amor sem Igual”, “Jezabel“, Apocalipse, na TV Record, Sob Pressão (3 temporadas) e Órfãos da Terra, Insensato Coração, Joia Rara, Velho Chico entre outras, na TV Globo. Estreou longas: Solteira quase surtando e Jovens Polacas. Foi D. Marisa no longa “Polícia Federal, a lei é para todos”. Tem 40 anos de carreira artística. Estuda a técnica Michael Chekhov de atuação no curso David Zinder Tel Aviv-2019 /no International Michael Chekhov Woskshop and Festival- Nova York- 2014 / – Master Class com Lenard Petit, RJ – 2015. É graduada em Comunicação.
SOBRE LUIZ ANTÔNIO ROCHA:
Luiz Antônio Rocha começou sua carreira como ator no teatro Tablado e foi dirigido por Maria Clara Machado em “O Dragão Verde”. Atua em todos os segmentos artístico-culturais, criando e produzindo projetos. São quase 40 anos dedicados à produção de qualidade com temáticas relevantes. Além das peças de teatro é diretor de elenco de TV e Cinema, tendo produzido o elenco de centenas de comerciais nacionais e internacionais, filmes, novelas e minisséries. No audiovisual fez “Mandrake”, “O Brado Retumbante”, “Laços de Família”, “Mulheres Apaixonadas”, “Presença de Anita”, “A Lei e o Crime”, “Vidas Opostas”, “Seven years in Tibet” de Jean- Jacques Annaud, “Le Jaguar” de Francis Veber, “Anjos do Sol” de Rudi Langman e “A Mulher do meu amigo”, de Domingos Oliveira, “Velho Chico” de Benedito Ruy Barbosa, “Dois Irmãos”, de Milton Hatoum – ambos com direção de Luiz Fernando Carvalho para a TV Globo; “Retrato de um certo Oriente” de Marcelo Gomes, entre outros. Em teatro dirigiu as peças Eu te darei Céu, em 2007, de Nanna de Castro; e Uma Loira na Lua, em 2004, sucesso de público e crítica. Foi considerado por Flávio Marinho no seu livro “Quem tem medo de besteirol” como um dos reiventores do gênero. Em 2011 fez A História do Homem que ouve Mozart e da Moça do Lado que escuta o Homem, de Francis Ivanovich, que participou das mostras oficiais dos Festivais de Curitiba e Porto Alegre. Em 2014, Frida Kahlo, a Deusa Tehuana (em cartaz até hoje); Em 2015, “Brimas” de Beth Zalcman e Simone Khalil; em 2018 escreveu e dirigiu Zilda Arns, a dona dos lírios e “Paulo Freire, o Andarilho da Utopia”, pelo qual foi indicado ao prêmio Shell na categoria Inovação. Em 2019, “Helena Blavatsky, a Voz do silêncio” e em 2022 O Profeta, uma releitura filosófica por Lúcia Helena Galvão.














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