Publicado em: 26 de agosto de 2026
A Academia Maçônica de Letras do Estado do Pará celebrou seu 11º aniversário em uma noite marcada pela emoção, cultura literária, fraternidade e reconhecimento à produção intelectual de seus 42 membros. A solenidade, na sede da Grande Loja Maçônica do Estado do Pará (GLEPA), contou com a presença do Sereníssimo Grão-Mestre Adonai Eber Rodrigues Leitão, o presidente da Academia de Letras e Artes da Polícia Militar do Pará (ALAPMPA), a jornalista e advogada Franssinete Florenzano, presidente eleita da Academia Paraense de Jornalismo (APJ), a senhora Rosa Rodrigues Leitão, presidente da Associação Damas da Fraternidade (ADAF), acadêmicos, autoridades maçônicas, convidados e representantes de lojas maçônicas de cidades paraenses, em uma programação especial.
Com leituras de trechos de obras literárias dos acadêmicos Bira Lima, Márcio Cavalcante, Frank Serruya, Moysés Hamoy, assim o como a leitura do discurso de fundação da AMALEP, entoado com muita emoção pelo seu primeiro presidente, o benemérito Cláudio Jorge, a noite representou a celebração de um legado construído por homens que escolheram a literatura, a cultura e o conhecimento como instrumentos de transformação.
A AMALEP tem como missão promover, difundir e preservar a cultura e a literatura maçônica, incentivando a produção intelectual e fortalecendo os vínculos culturais entre a Maçonaria, academias coirmãs, as ordens paramaçônicas e a sociedade.
Conduzida pelo presidente Benilton Lobato Cruz, a cerimônia apresentou iniciativas que traduzem o momento de expansão cultural vivido pela Academia. Entre os destaques houve o lançamento do projeto editorial “AMALEP – 11 Anos, 11 Olhares”, publicação digital concebida especialmente para marcar o aniversário da instituição. A obra reúne diferentes perspectivas e reflexões produzidas pelos acadêmicos, transformando a passagem dos 11 anos em registro literário e histórico.
Também foi apresentada a proposta da Revista Internacional Sírius, novo projeto editorial destinado a ampliar a presença da produção intelectual da Academia e estabelecer novas conexões no universo cultural e literário. A programação contou ainda com música clássica, coquetel, registro fotográfico e o tradicional bolo de aniversário, compondo uma noite que uniu solenidade e confraternização.
Ao longo de sua trajetória, a AMALEP se consolidou como espaço de produção intelectual e valorização da literatura maçônica no Pará. A Academia foi idealizada e constituída pelos Mestres Maçons Cláudio Jorge Bentes de Castro, Manoel Augusto Marques Lima, Matias Ferreira do Nascimento e José Nazareno Nogueira, responsáveis pela formação inicial da instituição.
Desde então, a entidade vem desenvolvendo projetos literários, editais internos e externos, publicações regulares como o AMALEP INFO, podcasts e ações voltadas à preservação e difusão do conhecimento.
Entre essas iniciativas está o Prêmio AMALEP de Literatura, que estimula a produção literária e a memória maçônica. A Academia mantém projetos permanentes de comunicação e difusão cultural, como o podcast voltado à Ciência Maçônica, à Maçonologia e a temas transversais.
A comemoração dos 11 anos simboliza, portanto, muito mais que a passagem do tempo. Representa a capacidade de uma instituição de preservar a história de uma augusta fraternidade, enquanto abre caminhos para o futuro. É a literatura a voz da memória, o instrumento de reflexão. É a cultura como patrimônio. É a fraternidade transformada em ação.
E é, sobretudo, a certeza de que quando existe paixão pelo que se faz, conhecimento compartilhado e compromisso coletivo, um Sodalício deixa de ser apenas uma instituição e passa a fazer parte da própria história cultural de um povo.
A AMALEP chega aos 11 anos olhando para o futuro, levando consigo a força de tudo aquilo que já construiu: três antologias de alcance nacional e estadual, sem falar na divulgação da literatura de seus acadêmicos.
Onze anos. Onze olhares. Uma história. E muitos capítulos ainda por escrever.
Texto e fotos de Rosângela Aguiar.














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