Publicado em: 6 de setembro de 2026
Celebrado em 8 de setembro, o Dia Mundial da Alfabetização reforça a importância da leitura e da escrita para a autonomia, a cidadania e a participação na sociedade. Quem não lê não conhece os próprios direitos, não sabe o que fazer para exercitá-los e nem consegue se expressar.
Na infância, a aquisição dessas habilidades acontece de forma gradual e envolve muito mais do que aprender letras, sílabas e palavras. A maioria inicia a pré-alfabetização aos 5 anos. Mas antes da escola experiências em família favorecem esse aprendizado, e o exemplo é fundamental. A criança observa a relação dos adultos com livros, revistas, textos. A vivência da leitura é a maneira mais natural e gostosa de despertar a curiosidade dos pequenos.
A criança que vê seu familiar lendo com frequência entende que esse hábito é necessário e terá condições e interesse para também ser uma boa leitora. Além de oferecer livros, é importante que a leitura faça parte da rotina da casa. Reservar tempo para ler junto com os pequenos ajuda a aproximá-los das palavras e ainda fortalece os vínculos afetivos. Antes de dormir, por exemplo, é um ritual prazeroso.
Conversar sobre a história, observar as ilustrações, fazer perguntas sobre os personagens e deixar a criança antecipar acontecimentos são maneiras de estimular a compreensão e o encantamento pela linguagem.
Deixar um recado na geladeira, escrever um bilhete ou uma lista são atividades simples que mostram à criança que a escrita tem uma função real.
Animais, futebol, princesas, dinossauros, desenhos ou personagens favoritos podem se tornar aliados da alfabetização, o contato com palavras e textos fica mais significativo.
Brincadeiras de encontrar palavras que começam com determinado som, formar palavras, reconhecer letras do próprio nome ou descobrir rimas fazem a criança prestar atenção à relação entre a linguagem falada e a escrita.
Mesmo existindo habilidades esperadas para cada etapa escolar, as crianças não necessariamente avançam no mesmo ritmo. Afinal, ninguém é gerado em uma série industrial. Por isso, comparar o desempenho com irmãos e coleguinhas gera pressão desnecessária.
Família e escola precisam ser parceiras indissociáveis. Trocas de letras, dúvidas e tentativas fazem parte da aprendizagem, mas dificuldades persistentes merecem atenção. Se a criança tem fala complexa e não pronuncia corretamente determinados fonemas, poderá não conseguir transpor esses sons para a escrita. Quando necessário, a avaliação e o acompanhamento de profissionais especializados podem ajudar a identificar as necessidades e oferecer o suporte adequado.
A alfabetização e o letramento são habilidades primordiais para a vida em sociedade. Proporcionar essas competências desde a infância tem reflexos profundos na vida adulta. Afinal, ensinar uma criança a ler, escrever e compreender é dar a ela ferramentas para exercer sua cidadania com dignidade.










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