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Adeus a Nelson Freire

Aclamado como um dos maiores pianistas do mundo contemporâneo, comparado a figuras lendárias da história do piano, o genial Nelson Freire se foi hoje de madrugada, aos 77 anos, em sua casa, depois de uma brilhante carreira que se estendeu por mais de seis décadas e incluiu as melhores salas de concerto do planeta. Apesar de seu enorme prestígio, Nelson Freire sempre evitou a fama e a vida social e se dedicava integralmente à música, inspirando-se nos grandes pianistas que o impressionaram desde garoto, como Rachmaninov, Horowitz, Rubinstein e Guiomar Novaes.

Fez a primeira apresentação pública aos quatro anos de idade. Gravou o primeiro LP, dedicado a Chopin, quando tinha apenas 12 anos. A imensa precocidade artística se revelou no primeiro concerto internacional, na Europa, aos 15 anos. Nelson Freire é o único artista brasileiro incluído no projeto Great Pianists of the XXth Century, uma coleção de 200 CDs lançados pela Phillips com apoio da Steinway.

O crítico francês Alain Lompech, especialista em piano, afirmou, certa vez, que “é possível encontrar três ou quatro pianistas tão excepcionais quanto Nelson Freire, mas ninguém encontrará um melhor”. E o cineasta João Moreira Salles, que dirigiu documentário sobre o pianista, assim comentou: “Sempre achei que a música de Nelson se parece com a elegância contida dos seus gestos, todos eles precisos, sem derrames desnecessários, sem nenhuma retórica”.

O repertório de Nelson Freire tem como eixo fundamental a música do século XIX, partindo de Beethoven, passando por Chopin, Schumann, Brahms, e chegando ao século XX com Debussy e Villa-Lobos. Mas em todas as suas interpretações sempre ofereceu novos olhares.

Agora a sua música sublime está certamente em dimensão superior. Ave, Nelson Freire!

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