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A vice-reitora da Universidade Federal do Pará, Loiane Prado, implementou o Protocolo de Intenções para Prevenção e Enfrentamento da Violência contra as Mulheres no Ensino Superior, passo importante para consolidar ações de prevenção, acolhimento e encaminhamento de situações de violência no ambiente universitário. As diretrizes do protocolo serão transformadas em ações permanentes no âmbito da UFPA.


A iniciativa estabelece uma agenda de cooperação entre o Ministério da Educação, o Ministério das Mulheres, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), representante das universidades federais.


Está sendo criada, também, a Rede Paraense de Universidades pela Equidade de Gênero, proposta que busca articular instituições públicas e privadas de ensino superior em ações permanentes de promoção da igualdade e de combate à violência contra as mulheres.


“Quando falamos de violência de gênero, também estamos falando de outras formas de violência que se entrecruzam, como as questões racial, étnica e de sexualidade. São diferentes camadas de violência, inclusive simbólicas, que precisam ser enfrentadas. Por isso, estamos propondo a criação de uma Rede Paraense de Universidades pela Equidade de Gênero, reunindo instituições públicas e privadas. Acreditamos que é pelo trabalho em rede que conseguimos avançar na construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e igualitária”, comenta a professora doutora Loiane Prado.


Ao reafirmar o compromisso institucional da UFPA com essa agenda, o reitor Gilmar Pereira da Silva destaca que o enfrentamento à violência contra as mulheres integra a concepção de universidade defendida pela atual gestão, baseada na democracia, na inclusão, no cuidado e na garantia de direitos. “Na UFPA, o enfrentamento à violência contra as mulheres é parte do nosso compromisso com uma universidade plural, democrática, inclusiva e baseada na garantia de direitos. A implantação deste protocolo fortalece esse compromisso e nos ajuda a construir uma política institucional permanente de prevenção, acolhimento e proteção. A universidade precisa ser parte ativa da construção de uma sociedade em que nenhuma mulher tenha seus direitos violados”, afirma.


No domingo passado, 16, a UFPA sediou, no campus Guamá, a 3ª Corrida, Caminhada e Corridinha Patrulha Maria da Penha, reunindo participantes de diferentes idades em programação marcada pelo esporte, pela integração e pela conscientização. O evento contou com corrida de 5 quilômetros, caminhada de 2 quilômetros e provas infantis, com percursos adaptados às diferentes faixas etárias. Promovida pelo Programa de Pós-Graduação em Segurança Pública da UFPA, em parceria com instituições ligadas à segurança pública, a atividade ampliou a mobilização em defesa do enfrentamento à violência doméstica e familiar contra meninas e mulheres, aproximando conhecimento, pesquisa e cidadania das demandas sociais.

Foto: Alexandre de Moraes/ UFPA

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