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A Associação dos Críticos de Cinema do Pará oferece a Sessão Cult Debate no Cine Alexandrino Moreira, na Casa das Artes, nesta quinta-feira, 24, às 19h30. A nova sala de cinema alternativo de Belém homenageia o saudoso agente cultural, crítico e empresário fundador do Circuito Cinearte (Cinemas 1, 2 e 3; Cine Castanheira 1 e 2; Cine Doca 1 e 2 – e videolocadora Cinema 4), que impulsionou o cinema de arte no Pará. Seu filho, o professor doutor Marco Antonio Moreira, também cinéfilo e personagem relevante na cultura paraense, leciona Cinema e Audiovisual na UFPA; preside a ACCPA e integra o Centro de Estudos Cinematográficos e a Academia Paraense de Cinema. É ele quem articula e cria projetos destinados a promover o encontro entre o público, a crítica e o cinema, de modo a fortalecer a cultura cinematográfica e enfatizar a importância dos cinemas alternativos como lugares de formação de público, circulação de obras e exercício da cinefilia.


O primeiro filme a marcar a parceria entre o novo cinema e a ACCPA é O Rio de Clarice, inspirado na obra da escritora Clarice Lispector. A sessão será seguida de bate-papo com críticos e convidados sobre cinema, literatura, adaptação e a presença de Clarice na cultura brasileira.


Criada pela ACCPA em 2009, a Sessão Cult Debate foi pensada para transformar a experiência de assistir a um filme em uma oportunidade de encontro, reflexão e diálogo. Ao longo de sua trajetória, a iniciativa estabeleceu intensa parceria com o Cine Líbero Luxardo, onde foram realizadas sessões e debates dedicados a importantes cineastas, filmes e diferentes momentos da história do cinema.


O Rio de Clarice transporta para a tela histórias inspiradas em cinco contos de Clarice Lispector — “Feliz aniversário”, “Mal-estar de um anjo”, “A bela e a fera ou a ferida grande demais”, “Amor” e “Preciosidade”. Desvenda diferentes personagens, situações e conflitos do universo clariceano, explorando sentimentos, relações humanas e momentos cotidianos que revelam transformações profundas.


A adaptação cinematográfica dialoga com uma literatura marcada pela subjetividade, pelo silêncio, pequenos gestos e descobertas interiores. É justamente nesse território entre o que é visto e o que permanece oculto que o cinema encontra um vão e se aproxima da escrita de Clarice. Trata-se de um encontro entre duas formas de olhar o mundo: a literatura e o cinema, com suas diferentes interpretações e linguagens.


Para Marco Antonio Moreira, “a Sessão Cult Debate no Cine Alexandrino Moreira reafirma uma convicção histórica da ACCPA: a cinefilia também se constrói no encontro. Ver um filme em uma sala de cinema, compartilhar impressões, ouvir diferentes interpretações e conversar sobre aquilo que a obra provoca são experiências fundamentais para a formação de uma cultura cinematográfica. Com a nova parceria, a ACCPA amplia sua presença nos espaços de exibição de Belém e segue estimulando uma relação mais próxima entre cinema, crítica, público e memória”.

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