0
 

A chapa única Nova APJ foi eleita por aclamação na segunda-feira (17) para dirigir a Academia Paraense de Jornalismo (APJ) no biênio 2026-2028. A presidência fica com a jornalista e advogada Franssinete Florenzano, no terceiro mandato dela à frente da instituição. A posse acontece em setembro, em data ainda não definida.

A comissão eleitoral foi presidida pela jornalista Roberta Vilanova e integrada por Tânia Monteiro e Celso Lobo. O trio havia sido escolhido em julho, na mesma assembleia que decidiu refundar a Academia.

A Academia vem sendo presidida pelo decano, o jornalista Walbert Monteiro.

A APJ é entidade de utilidade pública reconhecida por lei estadual.

A gestão que toma posse em setembro assume o compromisso de concluir a regularização da Academia e de fazer dela uma entidade participativa no cenário estadual, em parceria com universidades e entidades congêneres. A programação anunciada prevê debates, mini cursos e oficinas de atualização profissional, além de sessões memoriais e de estudo voltadas ao resgate da história do jornalismo no Pará e na Amazônia.

A diretoria eleita para 2026-2028 é assim integrada:

Presidenta: Franssinete Florenzano

Vice-presidente: Walbert Monteiro

1ª secretária: Graça Lobato Garcia

Secretária adjunta: Edna Lima

Tesoureiro: Rodolfo Marques

Conselho Fiscal, titulares: Antonio Praxedes, Douglas Dinelly e Roberta Vilanova

Conselho Fiscal, suplentes: Ivana Oliveira, Ana Prado e Sula Maciel

A presidenta eleita informou que criará diretorias por resolução, conforme atribuição prevista no estatuto. As titulares anunciadas são:

Jurídico: Célio Simões

Cultural: Edyr Augusto Proença

Publicações: Marcos Valério Reis

Relações Institucionais: Bernardino Santos

Memória, Acervo e Pesquisa: Ernane Malato

Projetos: João Ramid

Eventos: Isa Arnour

Comunicação: Rosângela Aguiar

Relações Internacionais: Gabriella Florenzano

A Academia Paraense de Jornalismo foi fundada em 26 de outubro de 1994, em Belém, no terraço da casa do saudoso jornalista Donato Cardoso, com quarenta integrantes. A instituição se dedica à valorização da ética profissional, à memória e à valorização do jornalismo na Amazônia.

Na assembleia de julho, Walbert Monteiro lembrou a trajetória do fundador e afirmou que a refundação significava a continuidade da Academia, com preservação da história de mais de trinta anos da entidade. A última presidência antes do processo eleitoral atual foi a do jornalista Octávio Pessôa, que optou por não disputar a reeleição.

A primeira eleição de Franssinete Florenzano para a presidência da APJ foi em 22 de abril de 2019, na sede do Sindicato dos Jornalistas do Pará, em processo conduzido pela então presidenta Roberta Vilanova. A chapa Jornalismo em Movimento venceu por unanimidade, com Célio Simões na vice-presidência, Denis Cavalcante na tesouraria e Graça Lobato Garcia na primeira secretaria. O Conselho Fiscal foi formado por Ernane Malato, João Augusto de Oliveira e Karla Cattete, com Océlio Morais, Sheila Faro e Marcos Reis como suplentes. A posse aconteceu em 31 de maio daquele ano, no Salão Nobre da Associação Comercial do Estado do Pará.

O primeiro ato da gestão criou a Biblioteca Walcyr Monteiro, em memória ao acadêmico que ocupou a Cadeira 27. Na mesma reunião de diretoria, em 4 de julho de 2019, foram instituídas as diretorias jurídica, com Célio Simões, de relações públicas, com Bernardino Santos, e de publicações, com Walbert Monteiro.

A Câmara Municipal de Belém sediou a sessão especial do Jubileu de Prata da Academia, em 27 de novembro de 2019, quando 28 integrantes do Silogeu receberam diplomas alusivos aos 25 anos da entidade.

A pandemia de covid-19 mudou o ritmo do trabalho sem interrompê-lo. Um curso de oratória foi ministrado a distância pelo saudoso professor e acadêmico Edson Franco, a diretoria de publicações organizou a relação atualizada dos membros e a APJ passou a manter perfis no Instagram, no Facebook e no Twitter, hoje X, com publicação diária de fotos de eventos, artigos, crônicas, recortes de jornais e depoimentos em vídeo, entre eles o do fundador Donato Cardoso sobre o início da Academia.

Com as 19 metas da gestão prejudicadas pela pandemia e sem processo eleitoral deflagrado, a prorrogação do mandato, amparada nas Leis 14.010/2020 e 14.030/2020, que autorizaram assembleias virtuais e a extensão de mandatos de dirigentes de associações civis, foi aprovada por aclamação em reunião virtual, com ata assinada em 31 de maio de 2021. Em dezembro daquele ano, a diretoria foi reeleita, também por aclamação, com Roberta Vilanova assumindo a tesouraria no lugar de Denis Cavalcante.

Em 2021, a APJ estreou com estande próprio na Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes. A diretoria foi recebida pelo procurador-geral de Justiça César Mattar Jr., e a Academia passou a ser convidada a participar de projetos e ações do Ministério Público estadual. No mesmo ano, a APJ levou ao Solar do Barão do Guajará, em reunião conjunta com o Instituto Histórico e Geográfico do Pará, um levantamento de furtos e destruição de monumentos em praças de Belém desde 2004, apresentado por Sebastião Godinho, com pedido formal de providências ao MPPA.

O bicentenário da imprensa no Pará organizou a agenda de 2022. A exposição Belém Viva Belém, no espaço cultural do shopping Castanheira, reuniu primeiras edições de vinte dos jornais impressos mais duradouros da capital, a começar por O Paraense, de 1822. Em 5 de maio, no teatro Margarida Shivasappa, a celebração do bicentenário deu posse à diretoria reeleita e ao acadêmico Edyr Augusto Proença, com palestra sobre mulheres jornalistas do Pará nos séculos 19 e 20 e homenagem a mulheres de destaque no cenário parauara. Houve uma programação na Praça Felipe Patroni, aberta ao público, e a Câmara Municipal de Belém outorgou à APJ a Medalha Brasão d’Armas de Belém, sua honraria mais alta. A programação alusiva ao bicentenário da imprensa no Pará incluiu, ainda, cortejo cultural até o Solar da Beira e mesa-redonda sobre a Academia do Peixe Frito, movimento cultural precursor do Modernismo no Brasil.

A Medalha do Bicentenário da Imprensa no Pará, criada a pedido da presidenta Franssinete Florenzano e desenhada por Sebastião Piani Godinho, foi entregue a todo o quadro da Academia em 2023. Nesse ano, a APJ promoveu sessões memoriais dedicadas a jornalistas que marcaram a imprensa parauara, com acesso livre e gratuito.

A regularização institucional atravessou as duas gestões. A Academia foi recebida com o CNPJ inativo e sem registro em cartório de pessoas jurídicas do domicílio da entidade, situação que motivou buscas nos arquivos de Ananindeua e orientação técnica sobre os documentos necessários. A Receita Federal indeferiu três pedidos de reativação do CNPJ, e a alternativa apontada foi refundar a APJ e obter nova declaração de utilidade pública estadual, caminho retomado na assembleia de julho deste ano.

Foto em destaque: Celso Lobo

Gabriella Florenzano
Cantora, cineasta, comunicóloga, doutoranda em ciência e tecnologia das artes, professora, atleta amadora – não necessariamente nesta mesma ordem. Viaja pelo mundo e na maionese.

Glória Menezes parte aos 91 anos e a arte perde duas estrelas em um só dia

Previous article

MPF processa Renan Santos e MBL por discurso de ódio contra indígenas do Tapajós

Next article

You may also like

More in Notícias

Comments