Publicado em: 28 de setembro de 2026
A Turma da Mônica criada pelo cartunista Maurício de Souza ganhou nos últimos dias a companhia de outra turma, a do KN, que segundo apurou até agora a Polícia Federal em um dos inúmeros inquéritos que envolvem o Banco Master e Daniel Vorcaro, tem como líder o ministro do STF Kássio Nunes Marques.
Mas o que foi que essa turma fez de tão grave!? O tema em que a turma está envolvida gira em torno da cobrança da indústria sucroalcooleira de uma dívida que a União tem com o setor. O primeiro Relatório da PF, concluído em 9 de fevereiro de 2026, faz menção a um processo da Distilaria Alcídia, em tramitação no STF, cujas trocas de mensagens dizem que “demandam aprofundamento analítico”. Neste caso, o ministro votou favoravelmente aos interesses do Banco Master.
A apuração aponta a existência de um contrato celebrado com um escritório de advocacia relacionado a oito processos que totalizam R$8,5 bi em direitos creditórios(precatórios) de duvidosa validade jurídica, da indústria sucroalcooleira que cobra a União.
O escritório contratado vem a ser da esposa do desembargador do TRF1 Newton Ramos, Camila Ramos, o Queiroga Vieira, Queiroz e Ramos. A troca de mensagens entre a advogada e Vorcaro apurada pela Polícia Federal revela um triângulo que é nitroglicerina pura.
Identificado como amigo íntimo de Nunes Marques e integrante da “Turma do KN”, proferiu ao menos dois votos favoráveis aos interesses do Banco Master em sessões virtuais do TRF-1 no caso da usina Cansanção de Sinimbu, envolvendo a aquisição de direitos creditórios para inflar a liquidez do banco. O desembargador foi alvo de uma operação extraordinária deflagrada pelo CNJ em seu gabinete na quinta feira, 24.09.
O CNJ, em virtude das irregularidades e dos contratos revelados nas investigações da PF, determinou o cancelamento de R$4,7 bi em precatórios em favor do Banco Master, e que haviam sido expedidos pelo TRF-1 sem o devido trânsito em julgado. Sobre o tema, o CNJ tem regulamentação, seguida à risca pelos juízes federais, de que a expedição de precatórios somente pode ocorrer após o trânsito em julgado do respectivo processo. Mas, nesses casos, a pressa foi maior.
Para a PF, Camila Ramos figura como integrante da Turma do KN, tendo seu escritório celebrado contrato com o Banco Master prevendo o recebimento de R$ 427 milhões pelo êxito referente à cobrança dos direitos creditórios (precatórios) do setor sucroalcooleiro.
Algo que intriga os investigadores da PF são as constantes visitas a Daniel Vercaro na prisão, até porque a advogada não atua na área penal!
Já o filho do ministro Kássio Nunes Marques teve seu contato telefônico compartilhado em mensagens entre o diretor jurídico do Master e Vorcaro, acompanhado da frase “dominado aqui” e menções a pagamentos mensais. Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou que ele recebeu R$ 282 mil da empresa Consult, a qual havia recebido mais de R$ 6,5 milhões do Banco Master entre 2024 e 2025.
Todo esse manancial caminhava a passos lentos no gabinete do ministro André Mendonça, que priorizou apurar Alexandre de Moraes em vez de salvaguardar o erário da expedição de precatórios sem o trânsito em julgado.
A Tuma da Mônica que se cuide!




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