Publicado em: 11 de agosto de 2026
No domingo (9), na Praia do Crispim, em Marapanim, município do nordeste do Pará, uma rêmora se fixou nas costas de uma jovem que tomava banho de mar, o que garantiu diversão extra para os frequentadores do local. A banhista encarou o incidente com bom humor e virou notícia. A rêmora (Echeneidae) é um peixe conhecido por ter na cabeça um tipo de ventosa que a ajuda a grudar em baleias, tubarões, tartarugas marinhas, golfinhos, raias e até em cascos de barcos, percorrendo assim grandes distâncias “à boleia”.
Essa espécie fascinante e curiosa pode chegar a um metro de comprimento e não é parasita. Inofensivamente pega carona e se alimenta dos restos de comida de seus hospedeiros, o que se chama comensalismo – uma relação entre organismos diferentes caracterizada por ser benéfica para um sem causar prejuízo para o outro.
A rêmora ganha proteção e transporte gratuito, além de se alimentar dos restos e parasitas do animal hospedeiro, que por sua vez se beneficia pela limpeza que ela faz em sua pele. O nome vem do latim e significa “atraso” ou “freio”, pois antigos marinheiros acreditavam que esses peixes “prendiam” os navios, diminuindo sua velocidade. Apesar de viver grudada em outros animais, quando quer nadar livremente a rêmora se solta facilmente e se desloca com agilidade.
Há vinte anos a Operação Rêmora, da Polícia Federal, sacudiu o Pará. O nome foi escolhido para ilustrar a atuação “colada” de “peixes” menores em outros de vulto. Na época, dez pessoas foram presas, por fraudes contra a Previdência Social, sonegação fiscal e desvios em licitações.










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