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No domingo (9), na Praia do Crispim, em Marapanim, município do nordeste do Pará, uma rêmora se fixou nas costas de uma jovem que tomava banho de mar, o que garantiu diversão extra para os frequentadores do local. A banhista encarou o incidente com bom humor e virou notícia. A rêmora (Echeneidae) é um peixe conhecido por ter na cabeça um tipo de ventosa que a ajuda a grudar em baleias, tubarões, tartarugas marinhas, golfinhos, raias e até em cascos de barcos, percorrendo assim grandes distâncias “à boleia”.


Essa espécie fascinante e curiosa pode chegar a um metro de comprimento e não é parasita. Inofensivamente pega carona e se alimenta dos restos de comida de seus hospedeiros, o que se chama comensalismo – uma relação entre organismos diferentes caracterizada por ser benéfica para um sem causar prejuízo para o outro.


A rêmora ganha proteção e transporte gratuito, além de se alimentar dos restos e parasitas do animal hospedeiro, que por sua vez se beneficia pela limpeza que ela faz em sua pele. O nome vem do latim e significa “atraso” ou “freio”, pois antigos marinheiros acreditavam que esses peixes “prendiam” os navios, diminuindo sua velocidade. Apesar de viver grudada em outros animais, quando quer nadar livremente a rêmora se solta facilmente e se desloca com agilidade.


Há vinte anos a Operação Rêmora, da Polícia Federal, sacudiu o Pará. O nome foi escolhido para ilustrar a atuação “colada” de “peixes” menores em outros de vulto. Na época, dez pessoas foram presas, por fraudes contra a Previdência Social, sonegação fiscal e desvios em licitações.

Franssinete Florenzano
Jornalista e advogada, membro da Academia Paraense de Jornalismo, da Academia Paraense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo e do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, editora geral do portal Uruá-Tapera e consultora da Alepa. Filiada ao Sinjor Pará, à Fenaj e à Fij.

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