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A pelada do Lago Azul

Durante uma década, da metade dos anos 1950 aos 1960, era sagrada a nossa “pelada” no Lago Azul, todo sábado à tarde e nas manhãs de domingo. Os peladeiros podem ser vistos na foto, que é histórica. Em pé: Agenor Machado, Leônidas Figueiredo, Décio Esteves, Jarbas Passarinho, Enio Ledo, Djalma Dias, Borges Leal. Agachados: Lima, Amauri Nunes, Ronaldo Passarinho, Edyr Proença, Heráclito e Kasseb.

Éramos todos muito amigos. Não havia juiz. E nem precisava. Jarbas, antes do nosso primeiro jogo pediu – e foi atendido – que se a bola tocasse nas mãos de um de nós deveríamos nos acusar. A lição foi uma aula de honestidade, seguida por todos.

Essa gostosa pelada teve seu final em meados de 1964 quando Jarbas assumiu o Governo do Estado. Edyr Proença, em uma deliciosa crônica na sua coluna em “A Província do Pará”, intitulada “ Opinião não se discute”, fez um apelo para a continuidade da nossa diversão e propôs, em tom jocoso, que se houvesse falta no Governador, ainda que fosse no meio de campo, seria pênalti.

Tempos de saudades imorredouras.

Como disse, todos eram amigos que levavam outros amigos. Não tínhamos problemas de sobrepeso e outros que são comuns hoje em dia. Naquela época, a gente se alimentava com comida de verdade: feijão, arroz, carnes, peixes, tudo natural e com frescor. Nada de conservantes e embutidos, sequer consumíamos bebidas alcoólicas após o jogo de sábado e nem exagerávamos no jantar porque queríamos estar em forma no dia seguinte. Até a nossa cabeleira era farta.

A pelada nos uniu. Dois parentes, tio Saint Clair e seu filho Arnaldo, não estão na foto. Saint/Clair era irmão mais velho do tio Jarbas e de minha mãe, Marisanta. Uma curiosidade: graças aos parentes e aderentes o time de pelada era chamado de PAC – Passarinho Atlético Clube.

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