Conheça o Pará

ORIXIMINÁ, PRINCESINHA DO TROMBETAS
As origens de Oriximiná remontam a 1877, quando o padre português José Nicolau de Souza fundou um povoado denominado Uruá-Tapera, à margem esquerda do rio Trombetas, importante afluente do Amazonas. Em 1894, o governador do Estado deu à região o nome de Oriximiná e a elevou a categoria de Vila. Em 1900, por motivos políticos, Oriximiná foi anexada ao município de Óbidos. Com a revolução de 1930, os políticos da terra argumentaram as potencialidades econômicas da região, até que, em 1934 o município foi restabelecido.
Oriximiná fica a noroeste do Estado do Pará, distante 819 km em linha reta da capital. Integra o Pólo Tapajós. Com aproximadamente 68 mil habitantes, a população oriximinaense é formada por descendentes de índios Konduri, Wai-Wai, Tirió e outros, além de europeus - portugueses e italianos – e remanescentes quilombolas. Há, também, alguma influência da migração nordestina, devido aos ciclos extrativistas.
As atividades econômicas são exploração de minério de bauxita, madeira, além da pecuária e a pesca.
Os recursos naturais da região são múltiplos e de beleza inigualável. O rio Trombetas e seus afluentes, aliados a um complexo de lagos, corredeiras e cachoeiras, formam um conjunto propício ao ecoturismo, passeios fluviais, trilhas e observação da fauna e flora. No verão amazônico, de agosto a novembro, surgem praias fluviais que atraem turistas e os moradores locais.
O rio Trombetas é muito piscoso, com vocação para a prática de pesca esportiva, é palco anual do TOPE - Torneio Oriximinaense de Pesca Esportiva, no primeiro final de semana de outubro. Funciona como estímulo à prática sustentável de peixes nobres, principalmente os tucunarés, que chegam a ultrapassar 8 kg. O evento atrai inúmeros participantes locais e municípios vizinhos, além de um número cada vez maior de turistas.
Oriximiná também abriga duas áreas de proteção ambiental: Floresta Nacional Saracá-Taquera e Reserva Biológica do Trombetas, controladas pelo Ibama, que administra o acesso para o turismo científico.
Um dos maiores eventos de Oriximiná é o Círio Fluvial de Santo Antônio, manifestação impressionante de fé. Fogos de artifício, barcos iluminados e barquinhas de madeira com velas singram o rio Trombetas, num espetáculo de luz e cor. Com o círio, tem início um período de 15 dias de festejos, do primeiro ao terceiro domingo de agosto, em homenagem ao padroeiro. Nesse período, é possível entrar em contato com todas as manifestações culturais de raiz de Oriximiná. A Festa de São Lázaro e a de São Benedito são também importantes manifestações religiosas do local.
Situado às margens do rio Trombetas há um complexo de extração que tem por objetivo a lavra de bauxita, matéria-prima para a produção do alumínio. O município é um dos mais importantes pólos minerais do Pará.
As manifestações folclóricas são variadas e incluem pássaros juninos, quadrilhas, pastorinhas do natal, lundu, rezadores da Semana Santa e casamento na roça, dentre outros.
Ao longo do ano acontecem festivais que marcam a cultura local. Dentre eles, o Festival da Castanha, em junho com apresentações folclóricas e vendas de comidas típicas; o Festival de Música Popular Brasileira de Oriximiná, realizado em janeiro com o objetivo de incentivar a produção artística regional, além das Feiras Populares que durante todo o ano proporcionam ao público livros e artesanato. Durante essas feiras, os artesãos apresentam seus trabalhos em peneiras, tapetes, vasos, réplicas de cerâmicas arqueológicas, encontradas em terras pretas que provém das tribos indígenas mais antigas. São usadas para fins utilitários e decorativos, e os fragmentos permitem estudos e pesquisas, atraindo os cientistas.
O município de Oriximiná abriga uma área de aproximadamente 109.122 km2, rica em atrativos turísticos. A culinária oriximinaense é composta basicamente de pescados. Destacam-se a mojica e a caldeirada de tucunaré, o piracuí (a farinha de peixe) e sucos de frutas regionais.
O acesso ao município pode ser feito através de linhas aéreas regionais que partem de Belém com destino a Oriximiná, ou através dos transportes fluviais que partem de Belém, Manaus e Santarém diariamente.



Clique na imagem para ampliar


        Imprimir página