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BELÉM, A CAPITAL VERDE DA AMAZÔNIA
Belém pode ser considerado um exemplo de "floresta urbana". Além de proporcionar sombra e clima agradável, as árvores dão à capital o título de Cidade das Mangueiras. Por ser localizada logo abaixo da linha do Equador, onde os raios solares são mais fortes, a cidade começou a ser arborizada em meados do século XIX. Com isso, a capital possui hoje logradouros com extensas áreas verdes que amenizam o ambiente urbano.

Muitas praças, trevos e canteiros centrais têm sido prioridades em projetos ambientais. Exemplo disso é a Avenida Almirante Barroso. Ainda este ano, passou pelo projeto de revitalização em paisagismo e arborização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma). A revitalização abrangeu os seis quilômetros de canteiro da avenida, do Entroncamento até São Brás. A adequação consistiu na limpeza e no corte de árvores. Além disso, foi feito o plantio de cinco mil mudas de arbusto e cerca de 300 da espécie arbórea de "ipê amarelo", árvore de médio porte que favorece o sombreamento da ciclovia.

Localizado na mesma via, o Parque Zoobotânico Bosque Rodrigues Alves ocupa uma área de150 mil qua drados, e abriga mais de 80 mil espécies de fauna e flora predominantemente regional. Com 125 anos de existência, o local possui cerca de 80% de área verde e 20% de edificações e vias de passeio. Sua vegetação é composta por 94% de espécies da flora nativa e 6%, oriundas de outras localidades do Brasil. Características que levaram o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) a titular o espaço, em 2005, como Parque Zoobotânico da Amazônia.

Outro exemplo de área verde, e bem preservada, é a Duque de Caxias. Revitalizada também este ano pela Semma, o local é tido como 'modelo', entre as avenidas de Belém. Junto à adequação das calças, e reordenamento das pistas, foi feito um levantamento "florístico" no canteiro central, o que indicou que 70% das 266 árvores existentes no local apresentava algum tipo de comprometimento. Hoje, o canteiro com quase três quilômetros de extensão possui 80% das árvores antigas conservadas, e o restante , passou por tratamento adequado. Além disso, foi feito o plantio de mais 478 novas árvores. Conjunto da flora nativa amazônica, como, pau-preto, ipê-amarelo e ipê-róseo foram alternadas com grupos de palmeiras de açaí e mangueiras.

Já na Marques de Herval, o objetivo será a construção de espaços voltados ao lazer e a educação ambiental priorizando as relações da arquitetura e da vegetação com a utilização do espaço livre. Lá, estão em andamento as configurações urbanas, que diminuem os riscos de acidentes a pedestres e ordenam o canteiro central da avenida em prol do lazer da população, como é o caso de Marivalda Mendes, 67 anos, que caminha pelo local há 14 anos. "Essa reforma ajudou a amenizar o calor e acabar com a lama que se formava com as chuvas. Este é um bom projeto, porque preservar o meio-ambiente", conta.

O projeto de arborização da cidade, que começou na intendência de Antônio Lemos, em meados de 1890, foi priorizado com mangueiras. No total, exi stem cerca de 8.200 da espécie nas ruas somando Belém, Icoaraci, Mosqueiro e Outeiro. Seis mil delas disponíveis só na capital. Os túneis da cidade formado por estas árvores, nos bairros de Nazaré, São Brás e Cidade Velha, somam cerca de 2.300 árvores. Outras podem ser vistas nas 230 praças, espalhadas em 35 bairros da capital.

De acordo com Paulo Porto, da Semma, a flora na cidade tende a aumentar. Segundo ele, há uma preocupação em expandir a área verde da cidade, não só com mangueiras, mas com outras espécies nativas, entre elas, o ipê. "Nós fazemos o monitoramento diário das árvores; fazemos poda quando necessário e observamos se ela não apresenta riscos de queda", garante.

Texto e edição: Comus
Fotos: Arquivo Semma e Comus




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