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ALENQUER, MISTICISMO E HISTÓRIA
Belos recantos naturais, misticismo e muitas histórias não faltam em Alenquer, uma das principais cidade da região oeste do Pará.

Os rios Amazonas e Curuá, com o seu principal afluente, o Cuminapanema, cachoeiras, lagos piscosos, vegetação exuberante, cenários paradisíacos com vitórias régias, praias, garças e as conchas de itã. Tem ainda como patrimônio natural a área indígena Cuminapanema/Urucuriana, com 2.175.000 ha (21.750 km²). Tudo isso sem falar nas pinturas ruprestes, encontradas no local paradisíaco, não por acaso denominado Cidade dos Deuses.

Alenquer começou como Arcozelos, no local onde hoje é a sede do município de Curuá, em 1697. No arquivo público do Estado, segundo Fulgêncio Simões, a Carta Régia datada de 17 de Maio de 1730 descreve a criação da aldeia de Surubiú, através do ofício do Governo da Província, de 3 de Outubro de 1729, no qual os capuchinhos são "acusados" de fundar a aldeia, sendo neste mesmo ato expedido ordem de prisão para 3 deles. Surubiú é nome indígena que vem de surubi ou surubim, mais y ou yu (água). A pronuncia do y, significando água é quase a do u e por isso ficou Surubiú em vez de Surubiy, ou seja... algo como "água com muito surubim" (peixe popular da Amazônia).

Foi em 1758 que o nome "Alenquer" entrou na história, quando o então Governador da Província do Grão-Pará, Francisco Xavier de Mendonça Furtado, irmão do Marquês de Pombal, elevou a aldeia de Surubiú à categoria de Vila.

Conta a lenda que, na manhã do dia em que teve lugar o combate final entre portugueses e mouros, indo o rei Cristão com o seu séquito banhar-se no rio e fazer suas correrias, notaram que um cão grande e pardo, que vigiava as muralhas e que se chamava Alão, calou-se e lhes fez muitas festas. El-rei, tomando isto por bom presságio, mandou começar o ataque, dizendo: 'O ALãO QUER', palavras que serviram de futuro apelido à vila.

Outra lenda diz que o cão Alão era encarregado de levar as chaves na boca, todas as noites, pela muralha a fora até à casa do Governador, e os Cristãos, aproveitando os instintos do animal, prenderam uma cadela debaixo de uma oliveira à vista do cão que, subju-gado por sentimentos amorosos, galgou os muros, entregando assim as chaves aos portugueses.


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