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BELÉM, CIDADE DAS MANGUEIRAS
Nascida das expedições da Coroa Portuguesa em busca de novos territórios na foz do rio Amazonas, Belém foi fundada a 12 de janeiro de 1616. Foi o Capitão-mor Francisco Caldeira Castelo Branco quem aportou às margens da baía de Guajará para assegurar o domínio da nova terra e resguarda-la do ataque de corsários vindos da Inglaterra e da Holanda.

Belém também é denominada de Cidade Morena, característica herdada da miscigenação do povo português com os índios Tupinambás, nativos habitantes da região à época da fundação. O Censo 2000 informa que a população é de aproximadamente 1.281.279 habitantes, dos quais 54.052 pessoas habitam as 55 ilhas que constituem dois terços do território do município.

O povoamento da capital paraense se originou a partir da margem direita da foz do rio Guamá, no ponto em que deságua na baía do Guajará. Ali foi construído estrategicamente o Forte do Presépio para proteger a cidade. Mais tarde, com a construção do colégio e da igreja dos jesuítas, formou-se o primeiro núcleo de habitantes.

Estruturada, a cidade de Santa Maria do Grão Pará tornou-se a capital do Estado do Maranhão e do Grão Pará, em 1751, englobando todo o extremo norte do Brasil e, depois, passou chamar-se Santa Maria de Belém do Grão-Pará.

Os fatos que circundam a história de Belém tornaram a área do quadrilátero da fundação, roteiro obrigatório para turistas que visitam a capital do Pará. Hoje denominado de Complexo do Ver-o-Peso, o centro histórico leva o nome de um dos logradouros mais exportados para o trade turístico nacional e internacional: o Mercado do Ver-o-Peso, porto principal de barcos que chegam à cidade, procedentes de vários lugares.

As embarcações que emprestam ao Ver-o-Peso um burburinho riquíssimo culturalmente e muito peculiar, são um detalhe à parte. Mas a vida urbana de Belém sofre influências aquáticas em quase toda a sua totalidade, basta conhecer a rede hidrográfica da cidade: as baías do Sol, do Marajó, do Guajará, de Santo Antônio; os rios Guamá, Pratiquara, Murubira, Mari-Mari; igarapés do Tucunduba, Val-de-Cans, do Una e do Combu; e o Furo do Maguari, só para citar os mais importantes.
O potencial hidrográfico de Belém é enorme pela posição privilegiada entrecortada por baías, rios, igarapés e furos que se espalham na porção continental e na região insular. A baía do Marajó a banha ao Norte; o leste é delimitado pelos municípios de Ananindeua, Santo Antônio do Tauá, Santa Bárbara do Pará e Marituba; o município de Acará e o rio Guamá são o limite ao sul; as baías do Guajará e do Marajó, limitam a cidade a oeste.


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