Conheça o Pará

Abaeté, o charme do baixo Tocantins

Abaetetuba reserva surpresas para quem a visita pela primeira vez. Distante 51 Km da capital, simples em seu traçado e nas construções urbanas, a cidade cresceu às margens do Rio Maratauíra, um dos afluentes do rio Tocantins. Seu povo é alegre, hospitaleiro e apaixonado pela terra. São 119.152 habitantes. O município também é rodeado de praias fluviais, rios, mangues, baías e igarapés, como a praia de Beja, considerada a mais bonita.
Os artesãos de Abaetetuba levam para Belém, no Círio de Nazaré, em outubro, seus lindos brinquedos de miriti, pintados nas mais diversas cores.

É lá que acontece, nos dias 06, 07 e 08 de junho, o MIRITIFEST, festival que apresenta o artesanato dos brinquedos de miriti, atividade típica desta região. Além dos brinquedos, muitas iguarias são feitas com a polpa da fruta. É só aparecer por aquelas bandas para conferir…E na volta levar muita bagagem e uns quilinhos a mais.

O município, criado em 1880, representa 1,92% da população do Estado. Com área de 610,7 km², tem 0,13% da área do Pará, densidade demográfica de 11 habitantes por km² e seu IDH é de 0,706.

A lenda dos rios Xingu e Amazonas

Dizem que antigamente era tudo seco. Juruna morava dentro do mato e não tinha água nem rio. Juriti era a dona da água, e a guardava em três tambores.

Os filhos de Cinaã estavam com sede e foram pedir água para dar ao passarinho, mas Juriti não deu e disse: “Seu pai é um grande Pajé, por que não dá água para vocês?” Aí eles voltaram para casa chorando muito. Cinaã perguntou porque estavam chorando e eles contaram. Cinaã disse para eles não irem mais lá que era perigoso, pois havia peixe dentro dos tambores. Mas eles foram assim mesmo e quebraram os tambores.

Quando a água saiu, Juriti virou bicho. Os irmãos pularam longe, mas o peixe grande que estava lá dentro engoliu Rubiatá (um dos irmãos), que ficou com as pernas para fora da boca. Os outros dois irmãos começaram a correr e foram fazendo rios e cachoeiras. O peixe grande foi atrás levando água e fazendo o rio Xingu. Continuaram até chegar no Amazonas.

Lá os irmãos pegaram Rubiatá, que estava morto. Cortaram suas pernas, pegaram o sangue e sopraram. Rubiatá virou gente novamente. Depois eles sopraram a água lá no Amazonas e o rio ficou muito largo. Voltaram para casa e disseram que haviam quebrado os tambores e que teriam água por toda a vida para beber.

A eterna Vigia de Nazaré

Fundada há mais de 350 anos pelos portugueses, a 93 km de Belém, com acesso pela rodovia PA-140, Vigia fica na chamada região do Salgado, área de influência do Oceano Atlântico. Cidade histórica, Vigia de Nazaré tem tradição nas músicas e nas letras, valores que foram agregados ao belo artesanato local.
É lá que acontece o círio mais antigo do Pará, a Festa de Nossa Senhora de Nazaré, o famoso carimbó. Não é à toa que é considerada por seus habitantes e admiradores como uma importante referência artística e cultural, verdadeira “Atenas Paraense”.
Um dos ícones locais é a Igreja Matriz Madre de Deus. Por volta de 1930, o Padre Alcides Paranhos e o prefeito da cidade resolveram demolir parte do prédio, usando as pedras retiradas para a construção da primeira usina de luz de Vigia. Com a demolição foram encontrados esqueletos humanos, o que comprovou uma antiga lenda local de que algumas pessoas condenadas pelas Ordenações do rei de Portugal foram empaladas nas paredes da Igreja.
Em estilo barroco, a Igreja foi construída no século XVIII e é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN. Alguns pesquisadores acreditam que seja a única, no Brasil, com 22 colunas laterais de origem toscana. Em sua parte interna, há peças em ouro e prata, crucifixos e imagens originais de Rocca. O forro da sacristia é todo ornado com belíssimas pinturas.

Os habitantes de Vigia também a chamam de “Igreja do Bom Jesus”, por causa de uma obra que guarda com esse tema. Até hoje ainda é uma obra inacabada e apresenta nas paredes internas e externas pedras expostas aplainadas e em nivelamento com argamassa. Essas e outras curiosidades fazem com que a igreja seja um dos pontos turísticos mais visitados e um dos principais cartões postais do Estado.

A Capela do Senhor dos Passos – Igreja de Pedras – datada do século XVIII, é um templo construido pelos Jesuítas, conhecido, hoje, como Igreja do Bom Jesus, porque lhe gardava a imagem, deixada pelos frades Carmelitas, que também se instalaram na Vigia, em 1734. Em 1759, os padres foram expulsos de Portugal e das províncias do Brasil. Nessa época foi transferida para a Madre de Deus a imagem do Bom Jesus, para para que a Igreja de Pedras fosse concluída, mas essa ficou inacabada e abandonada, sofrendo demolições e transformações. Na década de 30, um intendente local mandou demolir o que restava das paredes laterais e, com as pedras, mandou construir o cais de arrimo da cidade. A Igreja revela estrutura de pedras lavradas, peças de mármore e imagens antigas.

A Atlântica Salinópolis

Com temperatura média anual de 27,07ºC, máxima em torno de 31,07ºC e mínima de 25,02ºC, o município de Salinópolis é destino certo para quem gosta da combinação praias e conforto urbano.

O município fica na zona do Salgado – Amazônia Atlântica, onde há belas praias oceânicas, como as de Marudá e Algodoal; ou ainda Ajuruteua, em Bragança. A Amazônia Atlântica tem uma mistura equilibrada de praias oceânicas, manguezais e ilhas selvagens. Não é raro encontrar, nas estradas que levam à região, bandos de guarás.

Salinópolis é uma estância hidromineral. Atalaia, Corvina, Maçarico – a mais antiga -, Farol Velho, Cocal, Marieta e Pilão são as praias de Salinópolis. Mais de 20 km de praias de água salgada e dunas de areia fina nas proximidades do rio Pará.

No Atalaia, um lago de água doce limpa, conhecido como lago da coca-cola, é parada certa para quem quer se refrescar um pouco da água salgada. Mais distante e selvagem, a praia da Marieta é a preferida dos surfistas, mas o acesso até lá é feito exclusivamente em barcos.

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