Conheça o Pará

SANTUÁRIOS AMBIENTAIS DA AMAZÔNIA.
O Pará abriga uma incalculável variedade de fauna e flora, e detém um potencial científico e econômico sem paralelo.

Localizado na Amazônia oriental, o Estado está situado no maior corredor de florestas protegidas do mundo, com mais de 717 mil km² (cerca de 71 milhões de hectares) divididos em áreas de proteção integral, de uso sustentável e terras indígenas, de acordo com dados da Secretaria de Estado de Meio Ambiente.

Ao todo, as reservas contabilizam mais de 57% do território do Estado. Muitas espécies, animais e vegetais, que vivem nessas áreas, sequer são conhecidas pela Ciência.

As reservas foram criadas para conservar a riqueza genética da floresta tropical, importantes fontes de renda para as populações carentes amazônicas.

Segundo projeções do Plano Anual de Outorga Florestal feitas para toda a Amazônia, cerca de 13 milhões de hectares (3% de toda a Amazônia brasileira) serão transformados em unidades de manejo para concessão pública nos próximos 10 anos. Estimativas iniciais preveem receita anual direta de R$ 187 milhões anuais e arrecadação de impostos na cadeia produtiva de R$ 1,9 bilhões anuais.





IGARAPÉS AMAZÔNICOS
O termo vem dos vocábulos indígenas "igara" (que é a embarcação escavada num único tronco de árvore) e "apé ou pé"(que significa caminho).

Os "caminhos de canoa" ou os igarapés são abundantes em todo o Pará. Na região metropolitana de Belém, o destaque fica para os igarapés da cidade Barcarena.

São muito visitados por turistas locais e regionais, principalmente na alta estação. São eles: Cabresto (nos limites entre os municípios de Abaetetuba e Moju), Matamatá, Tapera, Mandisqueira, Gaiola, Aníbal, Boca Funda, Capoeira, Assaçu, Abacate, Assu, Arumadeus e Berimeri.

Em Santarém há o Igarapé-Açu, distante 15 minutos de barco da cidade. É um pequeno canal do rio Amazonas, onde pode-se observar, facilmente, a fauna aquática e os pássaros da região.

Em Soure há o igarapé do Jubim e sua rica fauna e flora. Chama a atenção a grande quantidade de caranguejos, pássaros e macacos. Na vizinha Salvaterra, o visitante tem o igarapé do Deus Ajuda, localizado a 25 quilômetros do centro da cidade. Ali pode se particar da pesca do tucunaré.

Em Óbidos, há o igarapé Curuçambá e o igarapé Grande. O primeiro possui uma pequena infra-estrutura de apoio e o acesso, via rodoviária, é fácil. Antes de chegar ao igarapé Grande, o visitante tem a oportunidade de navegar pelo rio Amazonas e observar as comunidades ribeirinhas que ponteiam o trajeto, exclusivamente fluvial.




CARNAVAL 2009
Os ritmos são muitos: bangüê, retumbão, marambiré, carimbó, marcha dos cordões de pássaro, samba de cacete e cantos indígenas. OArraial do Pavulagem é um exercício de cidadania cultural.





BELÉM, CAPITAL DA AMAZÔNIA
O verde abraça a capital paraense, banhada pela Baía do Guajará.

Imensa, senhora de si, a cidade convida para um passeio pelas ruas com famosos túneis verdes que fazem Belém ser conhecida como a Cidade das Mangueiras.

Batizada de Santa Maria de Belém do Grão-Pará, Belém é cidade de gente hospitaleira e beleza única. É também porta de entrada da região amazônica e parada obrigatória para quem quer
conhecer o norte do Brasil.

Belém foi fundada por Francisco Caldeira Castelo Branco, em 12 de janeiro de 1616, época em que foi construído, no encontro dos rios Pará e Guamá, o Forte do Presépio. Restaurado pelo Governo do Estado, é um dos locais que o turista não pode deixar de visitar.

A posição geográfica da capital do Pará no mercado regional indica oportunidade ímpar para negócios. É também saída brasileira para o corredor de integração com as Guianas
e o Caribe.

A evidente vantagem geográfica somada às belezas naturais e ao valor inestimável do patrimônio cultural são responsáveis por um importante diferencial em relação às demais capitais brasileiras.

A metrópole conta, atualmente, com cerca de 1,5 milhão de habitantes e completa infraestrutura turística.

Tem verdadeiras mostras de arquitetura setecentista - assinada pelo italiano Antonio Giuseppe Landi - mesclada com o barroco jesuítico do século XVII, que dão um charme peculiar à cidade.

Belém é uma capital rica em cores, cheiros e sabores, que podem ser sentidos em cada esquina: nas barracas de tacacá, nas vendas de açaí, anunciadas com bandeirinhas vermelhas, e nas mangas que caem das árvores.

São especialidades da culinária mais típica do Brasil, frutos da natureza pródiga, da colonização portuguesa e das heranças indígena e africana. Uma miscigenação cultural e racial que também se faz presente no artesanato e no folclore.

É em Belém que no segundo domingo de outubro acontece a maior procissão religiosa católica do país, o Círio de Nazaré. Foi também em Belém que aconteceu a Cabanagem, considerada a revolta popular mais autêntica da história do Brasil.





FELIZ LUSITÂNIA, A HISTÓRIA DE BELÉM
O complexo turístico, localizado na região portuária de Belém, com construções que datam do período colonial, abriga museus, restaurantes e oferece diversas opções de lazer às margens da Baía do Guajará.

Engloba a Igreja de Santo Alexandre, com seus belos jardins externos; o Museu de Arte Sacra, repleto de estátuas e artefatos religiosos que retratam a história regional; o Forte do Presépio e a Casa das 11 Janelas.





A LENDA DA VITÓRIA-RÉGIA
Em uma tribo indígena da Amazônia vivia uma bela índia chamada Naiá. Ela acreditava que a lua escolhia as moças mais bonitas e as transformava em estrelas que brilhariam para sempre no firmamento. A índia Naiá também desejava ser escolhida pela lua para ser transformada em uma estrela. Todas as noites ela saía de sua oca a fim de ser vista pela lua mas, para sua tristeza, a lua não a chamava para junto de si. Naiá já não dormia mais. Passava as noites andando na beira do lago, tentando despertar a atenção da lua. Em uma noite, a índia viu, nas águas límpidas de um lago, a figura da lua. A pobre moça, imaginando que a lua havia chegado para buscá-la, se atirou nas águas profundas do lago e morreu afogada. A lua, comovida diante do sacrifício da bela jovem, resolveu transformá-la em uma estrela diferente, daquelas que brilham no céu. E ainda resolveu imortalizá-la na terra, transformando-a em uma delicada flor: a VITÓRIA-RÉGIA (estrela das águas).Curiosamente as flores desta planta só abrem durante a noite. É uma flor de perfume ativo e, suas pétalas, que ao desabrocharem são brancas, tornam-se rosadas quando os primeiros raios do sol aparecem.




CANOAGEM AMAZÔNICA
A canoagem se concentra em Santarém, mais precisamente no lago Maicá. Mas o que não falta são outras localidades para a pratica da atividade. Há as corredeiras de São Luís, localizada a 36 quilômetros de Itaituba e sede do Circuito de Canoagem e Rafting no rio Tapajós.

Em Abatetuba acontece todos os anos a Porfia de Canoagem, uma disputa que reúne centenas de atletas da região. A finalidade é aperfeiçoar as técnicas de construção de canoas, os tipos de madeira utilizados e seu uso.

A Cachoeira do Ó, na localidade de Canari, a 35 quilômetros de São Domingos do Capim, é também local perfeito para a atividade.

Há também a ilha do Combu, a cerca de 30 minutos de barco do porto de Belém, e a ilha do Marajó





BRINQUEDOS DE BALATA
A balata é a seiva da árvore da família das sapotáceas. Quando tem seu caule sangrado, a árvore expele um látex que fornece uma goma elástica e visguenta.

Os blocos desse látex são aquecidos em banho-maria e utilizados na confecção de peças artesanais.

A balata é usada para moldar reproduções em miniatura de animais da fauna amazônica, como o boto, pirarucu, tartaruga, macaco, cavalo, boi, cobra, além de bolas e instrumentos musicais infantis.

Os objetos de balata apresentam textura semelhante ao couro.




BASÍLICA DE NAZARÉ
É o espaço mais aclamado pelo povo paraense, por ser o local onde se encontra a imagem da virgem padroeira e final do roteiro do Círio de Nazaré.

Inicialmente foi construída uma ermida de taipa e palha para abrigar os fiéis que cultuavam a imagem encontrada na mata pelo caboclo Plácido, em meados do século XVIII.

Atualmente, a igreja está modelada ao estilo romano - basicamente o ecletismo - e é quase uma réplica da Basílica de São Paulo, em Roma. Em seu interior, encontram-se revestimentos de mármore de Carrara e vitrais representando cenas cristãs.





PALÁCIO ANTONIO LEMOS
De estilo neoclássico, é um exemplar da arquitetura da segunda metade do século XIX, em Belém do Pará. Construído para ser a sede da Intendência Municipal, é mais conhecido como o Palacete Azul. Abriga o Museu de Arte de Belém. Vale a pena visitá-lo e conhecer suas belas peças.



ILHA DO OUTEIRO
A ilha de Caratateua ou Outeiro, como é mais conhecida, tem muitos atrativos, como praias e bosques. A área das praias é totalmente urbanizada. Há barracas que servem petiscos típicos da região, como peixes, camarões e caranguejos. Das praias, as mais freqüentadas são a do Amor e a Praia Grande.








ECOTURISMO NA AMAZÔNIA
Paisagens arrebatadoras, praias inexploradas e rios que lavam a alma, esse é o destino dos corações que se aventuram pelas trilhas da Amazônia. Belém é para quem quer conhecer o Brasil selvagem, de cultura autóctone milenar, ritmos e sabores inesquecíveis. Com todo o conforto para os mais exigentes.




MUSEU DE ARTE SACRA
Localizado no conjunto arquitetônico que inclui a Igreja de Santo Alexandre e o convento dos Jesuítas, prédio restaurado e adaptado para função de museu, considerado um dos mais belos museus de arte sacra do Brasil por suas peças originárias do espólio dos jesuítas e mais 200 peças adquiridas pelo governo do Estado e pelo próprio prédio do século XVII que o abriga. Vale a pena visitar Belém e se demorar apreciando suas preciosidades.







ILHA DE MAIANDEUA
Seu nome é Ilha de Maiandeua, mas todos a conhecem por Ilha de Algodoal. Maiandeua tem origem no Tupi e significa "Mãe da Terra".

Os 19 km² da Ilha de Algodoal/Maiandeua são marcados pelos cenários deslumbrantes que atraem turistas de todo o mundo. A comunidade da ilha é formada por pessoas simples e receptivas que vivem, basicamente, da pesca, da agricultura de subsistência e, ultimamente, do turismo.


Os meios de transporte existentes são a bicicleta, o barco (a motor ou a remo) e a carroça puxada por cavalo. Veículos motorizados não podem entrar na ilha.

Com areia muito branca e fina, as paradisíacas praias da Ilha de Algodoal/Maiandeua são cercadas de dunas que possuem uma vegetação característica de restinga que oferece frutas em abundância, principalmente nas épocas do caju e do ajiru. Suas águas têm uma temperatura muito agradável (média de 22°C).

A praia da Princesa tem quase 14 quilômetros de extensão e foi classificada pela revista americana Time como uma das dez mais bonitas do Brasil. Quem a conhece sabe que a classificação é justa. Na Princesa, há bares que funcionam nos períodos de alta estação. Neles, é possível encontrar refeições simples, como o peixe frito e a caldeirada, lanches e as bebidas mais consumidas no Brasil: a cerveja e a caipirinha.

Há outras praias muito bonitas na ilha, que são a Praia do Cação, Praia da Salina e Praia do Guarani. Todas são desertas e muito interessantes. As únicas edificações que existem nelas são os barracões que são, esporadicamente, utilizados por pescadores. Vale a pena fazer um passeio de barco ao redor de toda a ilha e conhecer cada uma delas de pertinho.

Veja mais em www.algodoal.com.br




NATUREZA DESLUMBRANTE
As matas exuberantes presenteiam habitantes e turistas com exemplos centenários de árvores como a samaumeira e curiosos animais, entre eles muitos que ainda estão sendo pesquisados e descobertos por estudiosos da Amazônia.

Aliados a esse universo verde estão os rios e igarapés, componentes indispensáveis para marcar o contato inesquecível com a maravilhosa natureza paraense.

Conhecer o Pará é apreciar de perto essa biodiversidade e os variados ecossistemas que compõem esse rico cenário amazônico. Venha conhecer de perto a natureza da Amazônia.





ENCANTOS EM TODAS AS REGIÕES
Os atrativos naturais estão em todas as regiões do Pará, o que favorece o desenvolvimento de diferentes segmentos do turismo. Na capital, Belém, há espaços culturais e de entretenimento, com ênfase no patrimônio histórico.

Já na Costa Atlântica, em especial Salinópolis, o destaque está para as praias de oceano. Elas somam mais de 20 quilômetros de extensão.

No Oeste do Estado, temos a região do Baixo Amazonas ou Tapajós, onde está Santarém - a “Pérola do Tapajós”. Praias fluviais exóticas são marcadas pelo encontro entre o rio Amazonas, com sua água barrenta, e o Tapajós, com águas azuis. Um espetáculo formado pelos dois rios que correm juntos por quilômetros, sem se misturar. Lá está a praia mais famosa, Alter do Chão, conhecida como "Caribe Amazônico".

O Marajó, maior arquipélago flúvio-marítimo do mundo, localizado na foz do Amazonas, tem, além de belas praias, cenário perfeito para a prática do turismo ecológico. O Marajó é também conhecido por sua culinária e pela quantidade de búfalos que caminham pelos campos alagados e nas ruas das cidades.

No Sul do Pará, a serra dos Carajás, onde se localizam as maiores reservas de ferro do mundo, além de outros minérios, como ouro, cobre e níquel; reservas indígenas, rios piscosos e praias refrescantes esperam pelos turistas.

Em território paraense vivem cerca de sessenta mil índios, de várias tribos,




EM ICOARACI, SOL E ARTESANATO
Em tupi-guarani, quer dizer “frente para o sol”. A pitoresca Vila , às margens da baía do Guajará e a 18 km do centro de Belém, via rodoviária, é conhecida como Vila Sorriso. Icoaraci também é o maior centro produtor de artesanato em cerâmica marajoara e tapajônica – produto que pode ser adquirido dos próprios artesãos ou visto no Museu do Artesanato. Há, em Icoaraci, várias obras arquitetônicas significativas, como o Chalé Tavares Cardoso.





PARQUE DA RESIDÊNCIA
Antiga residência dos governadores do Pará, no início do século, hoje mantém um orquidário que abriga espécies raras da Amazônia. Um traço peculiar do Parque é que, na sua área central, há um antigo vagão de trem, da Estrada de Ferro de Bragança, onde hoje funciona uma sorveteria de sabores regionais. A Estação Gasômetro, toda em ferro, comporta um teatro para 400 pessoas, um café e lojas de produtos regionais e um restaurante.







CIDADE DOS DEUSES
A união entre o tempo e o vento fez nascer o impressionante cenário da Cidade dos Deuses, em Alenquer, onde enormes rochas surpreendem pela beleza e harmonia entre linhas e formas. Nas paredes dessas rochas estão enormes inscrições rupestres que encantam os visitantes. O sítio arqueológico fica a 34 quilômetros da sede do município.








MANGAL DAS GARÇAS
Um lugar lindo, com o Museu Amazônico das Navegações, Viveiro dos Pássaros, Farol de Belém, Reserva José Márcio Ayres, Orquidário, Armazém do Tempo e restaurante. Lá você conhece a história dos transportes fluviais na Amazônia, dos indígenas aos portugueses, desde o descobrimento do Brasil até os dias atuais, e da presença da Marinha Brasileira nos importantes acontecimentos históricos no Pará.
150 aves, divididas em 35 espécies, podem ser admiradas.
Uma torre de 47 metros dá uma visão privilegiada do Mangal e da cidade de Belém. O maior borboletário da América do Sul exibe as variedades das borboletas e beija-flores da Amazônia.
O Orquidário reúne exemplares de várias regiões do país e o Armazém do Tempo é um antigo galpão de ferro restaurado que abriga um ambiente alternativo.
Em Belém, na Passagem Carneiro da Rocha s/n, ao lado do 4º Distrito Naval. Cidade Velha. Fone/fax: (91) 3242-5052. E-mail: mangal@mangaldasgarcas.com.br. Ingressos para os espaços monitorados: R$ 2 (cada) ou R$ 6 (passaporte único para todos os espaços). Horário de funcionamento. Aberto de terça a domingo, das 7h às 17h (área externa) e das 9h às 17h (espaços monitorados). Entrada franca, exceto para os espaços monitorados, que têm ingressos a R$ 2 (cada) ou R$ 6 (preço único). Às terças-feiras, entrada franca em todos os espaços.
Manjar das Garças - Oferece diversos tipos de pratos, com destaque para a culinária regional. Funciona das 12h às 3h (quinta a sábado) e das 12h a 0h (domingo, terça e quarta). Telefone: (91) 3242-1056.







QUEM VEM AO PARÁ ADORA
A fauna e flora paraenses são um encanto à parte. Mais de 2 mil espécies de peixes, cerca de 950 tipos de pássaros e 300 tipos de mamíferos habitam a região.

Entre as espécies vegetais existentes, há algumas bastante distintas e pouco conhecidas. São resultantes das diferenças do grau de umidade, da condução dos rios, qualidade dos solos, ventos e chuvas.

As matas exuberantes presenteiam habitantes e turistas com centenárias árvores como a samaumeira e curiosos animais, entre eles muitos que ainda estão sendo pesquisados e descobertos por estudiosos da Amazônia.

Aliados a esse universo verde estão os rios e igarapés, componentes indispensáveis para marcar o contato inesquecível com a maravilhosa natureza paraense.

Conhecer o Pará é apreciar de perto essa biodiversidade e os variados ecossistemas que compõem esse rico cenário amazônico. Venha conhecer de perto a natureza da Amazônia.





ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL NO MARAJÓ
A Área de Proteção Ambiental do Arquipélago do Marajó - APA Marajó é a maior unidade de conservação do Estado do Pará, com 5.500.000 hectares ou 55.000 quilômetros quadrados, e também considerada a maior unidade de preservação do Brasil. O limite da área é com o oceano Atlântico, o rio Amazonas e a baía do Marajó.

Abrange os municípios de Afuá, Anajás, Breves, Cachoeira do Arari, Chaves, Curralinho, Muaná, Ponta de Pedras, Salvaterra, Santa Cruz do Arari, São Sebastião da Boa Vista e Soure.

Objetivo: Elaborar e executar o zoneamento ecológico-econômico, visando à conservação da biodiversidade, o desenvolvimento e melhoria da qualidade de vida da população marajoara. Preservar as espécies ameaçadas de extinção e amostras representativas dos ecossistemas. Implementar projetos de pesquisa científica, educação ambiental e ecoturismo.







CÍRIO DE NAZARÉ
São quase 300 anos de uma história em que protagonistas anônimos reúnem-se para expressar a crença em Nossa Senhora de Nazaré.
O Círio é o momento ímpar de devoção, fé e amor, quando milhares inundam as ruas de Belém do Pará, na maior procissão de fé cristã católica, no segundo domingo de outubro.
Espetáculos de devoção se multiplicam e emocionam o Pará de muitos círios. Grandes e pequenos. Centenários e recentes. Diferentes entre si, mas todos, exemplos de fé.
Entre eles, porém, um se destaca pela força e a grandeza da festa: o Círio de Nossa Senhora de Nazaré, em Belém. São quase dois milhões de pessoas, entre acompanhantes e espectadores, percorrendo 4,5 quilômetros até a Praça Santuário, em frente à Basílica.
Durante o Natal dos paraenses, como o círio é chamado pelo amazônidas, a cidade fervilha culturalmente.





CASARIO DA RUA PADRE CHAMPAGNAT
No Casario da rua Padre Champagnat funcionam o Departamento de Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural do Pará (DPHAC) e o Museu do Círio, onde estão guardados objetos de promesseiros que participam da maior festa religiosa do norte do país. O museu ganhou uma nova expografia com objetos de culto, brinquedos populares, mantos, estandartes, documentos impressos e painéis fotográficos que revelam a procissão em décadas passadas.

Serviço: O Núcleo Cultural Feliz Lusitânia está aberto à visitação pública das 10 às 20 horas. Para os espaços abertos, com vista para a Baía do Guajará, que funcionam 24 horas, o acesso é livre.







ARTESANATO EM CUIAS
Típico de Santarém, é um dos principais signos da identidade e cultura do Pará. Do tupi Kuimbúka, que significa "cabaça" ou "concha de tirar água do pote", as cuias são feitas da casca do fruto da cuieira, usadas há séculos por índios e caboclos da região. Eles as transformam em recipientes para beber água, tomar banho no rio, tomar mingau, cachaça e tacacá. Além da função utilitária, as cuias têm papel decorativo. O emprego das cuias também se estende a brinquedos, instrumentos musicais e máscaras.





TABULEIRO DAS TARTARUGAS
Na praia do Tabuleiro, a 112 km de Oriximiná, as tartarugas desovam no período de setembro a dezembro. Um santuário ecológico inesquecível.



ESPAÇO CULTURAL SÃO JOSÉ LIBERTO
O velho presídio agora é São José Liberto. Abriga o Museu de Gemas do Pará, o Pólo Joalheiro e a Casa do Artesão. Inaugurado em outubro de 2002, é referência para o mercado joalheiro paraense por conta das jóias em ouro e gemas produzidas pelo talento dos ourives e designers paraenses. No local, o artesanato e as cerâmicas marajoara e tapajônica também ganharam espaço.

O antigo presídio São José tem 250 anos de história. A primeira função do prédio foi de convento construído pelos missionários Franciscanos da Província de Nossa Senhora da Piedade, sob a invocação de São José, em 1749. O edifício fora construído num terreno herdado pelo 13º capitão-mor do Pará, Hilário de Souza Azevedo.

Mas logo os frades seriam expulsos, por ordem do Marquês de Pombal, em 1758. O convento foi ocupado pelo governo, que transformou o local em depósito de pólvora, depois em quartel, em seguida abrigou uma olaria, um hospital e, em 1843, virou cadeia pública.

Dessa fase em diante, o local entrou para a história como prisão e fim de vida para dezenas de pessoas condenadas à morte. No São José também existia o "oratório", onde os presos passavam seus últimos momentos de vida antes do cumprimento da sentença de morte. Além dos homens e mulheres infratores condenados, o velho presídio também recebia os escravos, mandados por seus senhores para serem açoitados.

Na história recente do presídio também não faltaram episódios como as constantes rebeliões. Mesmo com a desativação do presídio em 2000, o carma do sofrimento continuou habitando o local. Durante as obras de reformas, o secretário de Cultura Paulo Chaves Fernandes disse ter sentido o "peso do negativismo" e do sofrimento retratado nas ínfimas celas que abrigavam dezenas de presos. "Mas atrás das agruras existia a liberdade, pois em muitas celas encontramos pinturas com motivos de pássaros e montanhas que representavam a liberdade daquelas almas condenadas", lembrou, emocionado.

A primeira reforma do prédio tinha ocorrido em 1894, por ordem do então governador Lauro Sodré. Houve ainda outras duas reformas, ocorridas em 1926 e em 1943. Esta última foi no governo de Magalhães Barata, com o início de obras para adaptação de estrutura e um conceito de sistema penitenciário. Entre os anos 50 e 60, recebeu a denominação de presídio São José, com novas mudanças nas instalações físicas.

Em 2000, o governador Almir Gabriel autorizou a desativação total do presídio, transferindo os presos para um novo presídio, construído no município de Marituba. Parcialmente restaurado e reciclado ganhou a carinhosa e poética denominação de "São José Liberto", abandonando definitivamente a imagem negativa, e dando espaço à luz, cores, brilho, trabalho, pesquisa, além de estimular a cultura e a fabricação de jóias, artesanato e a cerâmica do estado do Pará.










MUSEU EMÍLIO GOELDI
Visitar o Parque Zoobotânico do Museu Emílio Goeldi, além de um encontro marcado com os encantos da fauna e da flora amazônicas, significa uma alternativa de paz e tranqüilidade no centro de Belém. Não há nada similar no Brasil. O Goeldi preserva uma boa mostra da floresta tropical úmida da amazônia. Lá, o turista se defronta com cutias, pacas,tatus e preguiças e vê de perto atrações como sucurijus gigantescas, poraquês, peixe-boi, gavião-real, antas, araras, onças pintadas e quelônios amazônicos. Além de visitar exposições de arte marajoara e artesanato tapajônico.




CORRIDA DE TORAS INDÍGENA
Xavante, Gavião Kyikatêjê/Parakateyê, Xerente, Krahô e Kanela, bem como outras etnias praticam esse esporte, a maioria utilizando o tronco (caule) de buriti, uma espécie de coqueiro. Ë confeccionada de acordo com o ritual a ser realizado, e varia muito conforme a etnia. Consiste em equipes (clãs) formadas por 10 a 15 atletas de cada lado, em que um atleta carrega uma tora de aproximadamente 100 Kg nas costas, revezando-se até chegar num determinado ponto. As mulheres também participam, porém com toras de menor peso e tamanho, 60 a 70 Kg.

Os Krahô realizam a corrida com duas toras de peso e tamanho similares. Eles realizam a corrida ao amanhecer e ao entardecer. Pela manhã, a corrida tem sentido de ginástica, preparação do corpo. Corre-se apenas com toras usadas, ao redor das casas, em sentido anti-horário. De acordo com a tradição Krahô, o ponto de largada e chegada da corrida é o pátio de uma das casas, a Woto, uma casa preparada para todas as atividades culturais, sociais e políticas. Ao entardecer, corre-se de fora para dentro das aldeias.

Em outros povos a corrida com toras acontece nos rituais, festas e brincadeiras. Nesses casos, as toras podem representar símbolos mágico-religiosos. Durante o ritual do Porkahok, que simboliza o final do período de luto, as toras representam o espírito do morto. Os Xavante, de Mato Grosso, também realizam a Corrida de Tora, o Uiwed, entre duas equipes de 15 a 20 pessoas. Pintam os corpos e correm mais de cinco Km, revezando-se até chegar ao Wa'rãm'ba, o centro da aldeia, e iniciam a Dança do Uwede'hõre. Na festa do U'pdöwarõ, a festa da comida, também existe a corrida com tora, mas nesse evento a tora usada é maior e mais pesada (média de 100 a 110 Km).

Os Gavião Kyikatêjê/Parakateyê, do Pará, também grandes corredores do tora, obedecem os mesmos rituais de outros povos, mas há uma peculiaridade que é o Jãmparti (pronuncia-se Iãmparti), trata-se de uma corrida com uma tora com mais de 100 Kg, mais comprida e carregada por dois atletas. Realizada sempre no período final das corridas de toras comum, ou seja, aquela que é carregada por um atleta, que tem o sentido da harmonia e força. Em todas essas manifestações há a participação das mulheres. Não há um prêmio para o vencedor, somente a força física e a resistência são demonstradas.





ARTESANATO TAPAJÔNICO
Os interessados em cultura milenar não podem deixar de conhecer e adquirir as belíssimas peças de cerâmica decorada, consideradas as mais lindas do mundo. Trata-se da arte dos índios tapajós, famosos pela arte.
Suas cerâmicas leves e resistentes atiçaram a cobiça de colecionadores. Objetos de cerâmica em estilo Santarém achados em lugares distantes entre si indicam que havia um contato intenso entre os tapajós e as tribos vizinhas. Mesmo depois dos primeiros contatos com os europeus, os tapajós ainda eram uma das maiores nações indígenas da Amazônia. O grupo indígena Tapajó localizava-se na foz e ao longo do afluente da margem direita do Amazonas - o rio Tapajós. Apenas a cerâmica restou para testemunhar sua história.
A cerâmica Tapajônica é feita com argila e cauxixi, uma esponja de rio. A mistura fica dura e leve como porcelana. Os recipientes em formas exuberantes eram provavelmente usados em ocasiões especiais, como festas e rituais religiosos. Sabe-se que os tapajós misturavam as cinzas de seus mortos a bebidas fermentadas feitas de milho ou arroz-bravo, uma planta nativa da Amazônia.
Neste caso, alguns dos vasos seriam usados para, literalmente, beber os entes queridos. Outros seriam de uso exclusivo dos sacerdotes, para a ingestão de bebidas alucinógenas, como a ayahuasca. Bichos como o jacaré e a onça-pintada eram freqüentes na cerâmica decorada tapajônica.
Essa cultura milenar foi descoberta por Kurt Nimuendaju, em 1923, que recebeu informações de um padre alemão que era seu amigo. Esse povo não enterrava seus mortos. Existia uma cabana mortuária, onde deixavam o corpo em uma rede com os pertences a seus pés, até se deteriorarem por completo.
Os ossos que restavam eram lavados, moídos e colocados em vinho, que era bebido pelos familiares do morto e pelo resto da tribo, por ocasião da festa ritualística.
Há inúmeros tipos de vasos de cerâmica tapajônica, como vaso de gargalo, vaso de cariátides, pratos, estatuetas e cachimbo.




CACHOEIRA DO ARUÃ
Fica no afluente do rio Tapajós, no oeste paraense. Uma pequena ilha coberta de vegetação separa as duas quedas d'água que marcam, de forma única, mais esta bela mostra da paisagem amazônica.

Para conhecer de perto, parte-se de voadeira de Alter-do-Chão, em Santarém. A viagem dura perto de 5 horas em companhia de agradáveis e inusitadas praias que surgem nos meses de verão, com águas verde azuladas e areias bem brancas.

O local onde fica a cachoeira é ideal para a prática de esportes radicais, como a canoagem. Porém, é necesário ir preparado, pois não há moradores e nem infra-estrutura.





TORNEIO ORIXIMINAENSE DE PESCA ESPORTIVA
Fomentando a pesca esportiva no município, porque incentiva a pratica do método Pesca e Solte ( C I C H L A ) com objetivo de garantir a reprodução das espécies para as futuras gerações., o TOPE atrai operadores de pesca de outras regiões do Brasil. O evento mobiliza os moradores das comunidades, que trabalham como fiscais e apoio, incrementando a economia local com venda de alimentos típicos, artesanato e passeios ecológicos.

Este torneio de pesca acontece na região do Médio Trombetas, precisamente nos lagos Caipuru, Castanho, Xiriri, Curupira e Acapuzinho. Para a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo, promotora do evento, a expectativa é o crescimento da economia do lugar, controlada pela preservação ambiental destes mananciais pesqueiros, combate ás ações predatórias da ictiofauna aí contida, utilizando instrumentos legais para proporcionar lazer também para os adeptos da pesca esportiva. A modalidade comum da pesca utilizada nos torneios é a do Corrico e Arremesso para a exclusividade do tucunaré.






IGARAPÉS, CAMINHOS DE CANOAS
O termo vem dos vocábulos indígenas "igara" (que é a embarcação escavada num único tronco de árvore) e "apé ou pé"(que significa caminho).

Os "caminhos de canoa" ou os igarapés são abundantes em todo o Pará. São muito visitados por turistas locais e regionais, principalmente na alta estação.
Em Santarém há o Igarapé-Açu, distante 15 minutos de barco da cidade. É um pequeno canal do rio Amazonas, onde pode-se observar, facilmente, a fauna aquática e os pássaros da região.

Na cidade de Soure um dos mais conhecidos é o igarapé do Jubim e sua rica fauna e flora. Chama a atenção a grande quantidade de caranguejos, pássaros e macacos. Na vizinha Salvaterra, o visitante tem o igarapé do Deus Ajuda, a 25 quilômetros do centro da cidade. Ali pode se participar até da pesca do tucunaré.

Em Óbidos, há o igarapé Curuçambá e o igarapé Grande. O primeiro dispõe de uma pequena infra-estrutura de apoio e o acesso, via rodoviária, é fácil. Antes de chegar ao igarapé Grande, o visitante tem a oportunidade de navegar pelo rio Amazonas e observar as comunidades ribeirinhas que ponteiam o trajeto, exclusivamente fluvial.











PALACETE BOLONHA, EM BELÉM
O Palacete Bolonha, na capital do estado do Pará, Belém, é um prédio em estilo art noveau, com características clássicas da época do Ciclo da Borracha. Foi idealizado pelo arquiteto Francisco Bolonha em 1905 para presentear sua esposa, a pianista carioca Alice Tem-Brink.

Além do casal, o palacete foi residência de pessoas da sociedade paraense e funcionou, inclusive, como sede da Prefeitura de Belém.

A sofisticação desse patrimônio reflete novidades arquitetônicas européias da época, trazidas para Belém por Bolonha.

O arquiteto uniu vários estilos no palacete, adaptando-o às suas necessidades de trabalho. Mesmo desprezando o estilo barroco português, ainda usado na época, Bolonha deu ao palacete certas características do barroco brasileiro em sua estrutura, como o rococó; usou o decorativismo intenso e fez a cobertura à la mansard, com telhas pintadas propositadamente para dar jogo visual à distância.

A influência gótica é observada nas agulhas do teto (influência do fim do século XIX), no porão, grades e revestimentos florais. Aliás, a decoração floral também está presente na entrada, nas salas de banquetes e de jantar e no teto dourado – executado na Europa, com molduras de influência grega.

No piso, a decoração ficou por conta dos ladrilhos. Em todo o primeiro andar, predominam elementos ecléticos e neoclássicos, com destaque para o art noveau.

Já no segundo andar há o banheiro principal, com ferragens inglesas, banheira em mármore neoclássico, piso em mármore branco e preto com pastilhas azul-branco e rosa-branco. Neste segundo piso está também a sala de costura.

No terceiro andar há uma capela em homenagem à Nossa Senhora de Nazaré. Transformada em sala de banho por um outro proprietário, sintetiza a "alma religiosa paraense" do arquiteto Francisco Bolonha.




A ATLÂNTICA SALINÓPOLIS
Salinópolis é destino certo para quem gosta da combinação praias e conforto urbano. O município fica na zona do Salgado – Amazônia Atlântica e é estância hidromineral. Atalaia, Corvina, Maçarico - a mais antiga -, Farol Velho, Cocal, Marieta e Pilão são as praias mais badaladas de Salinópolis, que somam mais de 20 km de praias de água salgada e dunas de areia fina nas proximidades do rio Pará.

No Atalaia, um lago de água doce e limpa, conhecido como lago da coca-cola, é parada certa para quem quer se refrescar um pouco da água salgada. Mais distante e selvagem, a praia da Marieta é a preferida dos surfistas, mas o acesso até lá é feito exclusivamente em barcos. A temperatura é ideal, com média de 27 % e brisa iodada constante.





MANGAL DAS GARÇAS
Pense num lugar lindo. É o Mangal das Garças, em Belém do Pará. Banhado pelas serenas águas do rio Guamá, no entorno do centro histórico, o complexo turístico se espalha em 35 mil metros quadrados, área que foi revitalizada e sintetiza o ambiente amazônico no coração da capital paraense.

No Mangal das Garças há um pórtico, restaurante, viveiro de borboletas e beija-flores, quiosques para lanches e uma torre-mirante-farol de onde o turista pode visualizar a singular paisagem. O pôr-do-sol é um espetáculo à parte.
Pertinho da entrada do parque, foi remontado e reciclado um antigo galpão de ferro, que pertencia à extinta Enasa (Empresa de Navegação da Amazônia) e doado à Secretaria Executiva de Cultura. No espaço, há exposição e venda de plantas e artesanatos.
Durante o passeio, o turista se depara com lagos artificiais onde ficam aves pernaltas, marrecos e quelônios. O pavilhão central - que abriga o Museu da Marinha e um restaurante -, em dois pavimentos, fica num promontório que avança sobre o aningal e dá acesso a uma passarela sobre a várzea, de 100 metros de comprimento. O visual é inesquecível.





AÇAÍ, DELÍCIA DO PARÁ
O açaí é uma palmeira do norte do País, conhecida pelos indígenas como "içá-çai", a fruta que chora. O açaí é típico da Amazônia e importante na alimentação diária das populações locais por seus altos valores nutricionais. Misturado com farinha de mandioca e açúcar, o açaí é presença quase que diária na mesa do paraense.

O principal alimento extraído do açaí é o vinho, um suco feito da polpa e da casca de seus frutos. Da fruta também se extrai um saboroso palmito que vem sendo industrializado nos últimos anos.

Há duas variedades de açaí: o roxo e o branco. O roxo tem polpa cor de vinho. E do açaí branco faz-se um suco creme-claro. A polpa pode ser utilizada na preparação de sucos, sorvetes, vinhos, licores e doces.

A colheita é feita durante o ano todo, mas o açaí é encontrado em maior quantidade entre os meses de julho e dezembro.





MARUJADA
Três apresentações marcam a Marujada: a primeira no dia de Natal, a segunda no dia de São Benedito – 26 de dezembro. E a terceira acontece no dia 1º de janeiro. A festa tem a mesma origem que a irmandade de São Benedito: em 1798, quando os senhores atenderam ao pedido dos escravos para a organização da irmandade. Nessa época, foi realizada a primeira festa em louvor ao santo. A manifestação foi mantida e incorporou-se ao lado profano da festa.

A festividade acontece no município de Bragança. Lá, homens "marujos" e mulheres "marujas" percorrem a cidade imitando o balanço de um barco na água. A dança é comandada pelas mulheres e acompanhada musicalmente pelos homens, que usam violas, rabecas, violinos, tambores e cavaquinhos. A Marujada de Bragança é dividida em várias danças, como: Contra Dança, Retumbão, Mazurca, Valsa, Xote Bragantino, Chorado e Roda.





ENCOMENDAÇÃO DE ALMAS EM ORIXIMINÁ
Uma tradição tão marcante quanto o Círio fluvial noturno é o ritual da Encomendação de Almas, durante a Semana Santa, em Oriximiná. Os encomendadores de almas são homens amortalhados de branco que cantam altas horas da noite, com o acompanhamento de matracas, de casa em casa, orações aos santos e às almas do purgatório.
A cerimônia de 'encomendação das almas' é um costume de origem européia medieval muito comum em diversas zonas rurais do Brasil no século XIX. As cerimônias se realizavam nas sextas-feiras durante a Quaresma ou durante o mês de novembro, quando um grupo composto só de homens cobertos de branco rezava e cantava pelas ruas desertas depois da meia-noite.
Os rezadores percorrem as ruas da cidade e param em frente às residências para orar pelos mortos. Os moradores não abrem as portas durante a reza, porque senão "enxergarão as almas dos mortos, e receiam vê-las". Com as cantigas para as almas realizam a "recomenda" ou "encomenda".
Os elementos constantes na prática medieval católica da
encomendação das almas são as orações declamadas musicalmente em coro, no cemitério e em frente às casas com mortos recentes.
A Encomendação das Almas é uma antiga devoção quaresmal exclusiva de Portugal e das terras por onde os portugueses se expandiram. "Encomendar", "lembrar", "apregoar" as almas ou "cantar às almas" era uma tradição religiosa bastante macabra. Altas horas da noite, os encomendadores, com xales nas cabeças, cantavam num tom cavo e lúgubre.





ESTAÇÃO DAS DOCAS
Parte dos antigos galpões do porto de Belém foi revitalizada. A Estação das Docas é um complexo turístico com restaurantes de cozinha regional e internacional, lojas de atesanato, livrarias, sorveteria, cafés e lanchonetes, além de teatro, cinema, bares, e serviços como bancos eletrônicos e business center. O complexo é climatizado e ainda conta com um palco suspenso e móvel um terminal hidroviário, com passeios de barco pela orla de Belém ao som do legítimo carimbó paraense.

Foto: JMTárrio




PRAÇA BATISTA CAMPOS
Construída de forma paisagística, a Praça Batista Campos é uma excelente opção para um passeio descontraído com a família, em Belém do Pará.

Foto: JMTárrio






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