Oração de Posse no Instituto Histórico e Geográfico do Pará

Venho de Santarém, Estado do Pará, Amazônia, onde fica o paradisíaco balneário de Alter do Chão, que ostenta o título da mais bela praia do Brasil, eleita pelo jornal inglês The Guardian, lá na “minha terra tão querida, meu encanto minha vida…”, a “Pérola do Tapajós”, berço da famosa Festa do Sairé, com a disputa dos botos cor-de-rosa e tucuxi.Venho de Santarém, Estado do Pará, Amazônia, onde fica o paradisíaco balneário de Alter do Chão, que ostenta o título da mais bela praia do Brasil, eleita pelo jornal inglês The Guardian, lá na “minha terra tão querida, meu encanto minha vida…”, a “Pérola do Tapajós”, berço da famosa Festa do Sairé, com a disputa dos botos cor-de-rosa e tucuxi.Além de tapajônicas, minhas origens também vêm da música, sob o signo da arte de Euterpe, desde meu avô José Agostinho da Fonseca (1886-1945) e meu pai Wilson Fonseca, conhecido como Maestro Isoca (1912-2002), cujo centenário de nascimento ocorre justamente neste ano, circunstância que me incentivou a escrever um livro em sua homenagem, sobre a sua vida e sua obra.

Ambos eram compositores. Meu avô, também era alfaiate; e meu pai, bancário. Portanto, operários. Minha mãe (Rosilda), dona de casa.

O centenário de Isoca constitui momento adequado para a publicação de um livro que comecei a escrever há muitos anos, em homenagem a Wilson Fonseca, síntese de sua biografia e diversas outras informações a seu respeito: bibliografia, discografia, obra musical, partituras impressas, fotos etc.

O livro representa uma autêntica “missão de vida”. Um livro de homenagem filial. A realização de um ideal.Por isso, sugeri que a data de minha posse no Instituto Histórico e Geográfico do Pará coincidisse com o dia do lançamento do livro, em Belém, sobre o título de “A Vida e a Obra de Wilson Fonseca (Maestro Isoca)”, impresso pela Gráfica do Banco do Brasil, no Rio de Janeiro.Além de compositor, meu pai também era historiador, como revela a sua magnífica obra “Meu Baú Mocorongo” (6 volumes), impresso por RR Donnelley Moore (SP) e editado pelo Governo do Estado do Pará (Secretaria Especial de Promoção Social, Secretaria Executiva de Cultura e Secretaria Executiva de Educação), parte integrante do Projeto Nossos Autores, coordenado pelo Sistema Estadual de Bibliotecas Escolares (SIEBE), 2006.

Não deixa de ser também uma homenagem à minha querida mãe Rosilda (1918-2009), sua musa inspiradora de sempre.Um sábio e precioso conselho de meu tio Wilmar Fonseca – autor da letra da bela “Canção de Minha Saudade” (1949), que tem música de Isoca – despertou-me para acalentar a ideia do livro, quando em sua companhia morei em São Paulo (SP), a fim de estudar no Conservatório Musical José Maurício, na capital paulista (1962-1963), aluno das Professoras Rachel Peluso (compositora) e Gioconda Peluso (soprano), ambas santarenas.

Eis o conselho: “Vicente, o teu pai é um gênio! E tu precisas divulgar melhor sua obra musical”.

Foi ali, à distância, que aprendi a apreciar, ainda mais, a figura de meu pai, como homem e como artista.

Desde então, ainda muito jovem, adotei, como missão de vida, divulgar a sua obra musical, o que tenho feito ardorosamente, porque reconheço nele um dos mais importantes compositores brasileiros.Meu pai, de origem humilde, chegou à Academia Paraense de Música, que tem por Patrono meu avô; e à Academia Paraense de Letras. Embora seja mais conhecido como músico, Wilson Fonseca foi funcionário do Banco do Brasil, em Santarém, durante 31 anos.Por coincidência, a saudação que recebo, nesta solenidade de posse, foi proferida por um colega de meu pai, no Banco do Brasil, o ilustre acadêmico e advogado Dr. Célio Simões de Souza, cujas palavras, tão generosas e cordiais, agradeço profundamente.

Mais do que confrade, Célio, obidense, escritor, poeta e meu parceiro em diversas músicas que compus, é casado com a minha prima Fátima, descendente, como eu, de confederados norte-americanos, na linha de descendência de nossas genitoras.

Desejo registrar que o ponta-pé inicial para meu ingresso, neste Sodalício, deve-se ao amigo Célio Simões, a quem manifesto minha gratidão.Quero também externar agradecimentos a todos os eméritos confrades que me honraram com a escolha de meu nome para ingressar neste Instituto.

A Cadeira nº 13, em que tomo posse, tem por Patrono Domingos Antonio Rayol, fundador da Academia Paraense de Letras, em 1900.Outra coincidência: meu pai, Wilson Fonseca, ocupou, em sucessão ao Maestro Waldemar Henrique, a Cadeira nº 7, na Academia Paraense de Letras, cujo Patrono também é Domingos Antonio Rayol, o Barão de Guajará.Mais outras coincidências: Rayol nasceu em março, mesmo mês do meu nascimento. Faleceu em 1912, mesmo ano do nascimento de meu pai; e no dia 27 de outubro, mesmo dia do falecimento de minha avó paterna (1971).Sou tentado ainda a citar outras coincidências: hoje (14 de dezembro) é Dia de São João da Santa Cruz. Pois o nome da atual Rua Wilson Dias da Fonseca (Maestro Isoca), assim denominada pela Lei Municipal nº 19.132, de 28 de novembro de 2012, em Santarém – antiga Rua Marechal Floriano Peixoto – era Rua Santa Cruz. E a Rua Wilson Fonseca, no Rio de Janeiro (Decreto nº 27.126, de 09.10.2006), em homenagem ao compositor santareno, fica no bairro Santa Cruz, na “Cidade Maravilhosa”.Domingos Rayol era natural da Vigia, Estado do Pará, onde nasceu em 30 de março de 1830. Filho de Pedro Antonio Rayol, sapateiro, e de D. Arcângela Maria da Costa Rayol. Aos 5 anos de idade perdeu o seu pai durante a revolta da Cabanagem (1835-1840), quando Vigia foi tomada de assalto pelos rebeldes em 1835. Tal acontecimento trágico marcaria profundamente o restante da sua vida. Sobre a continuidade de sua infância não há muitas informações. Sabe-se que após terminar os seus estudos primários e secundários no Lyceu Paraense, seguiu em 1849 para Pernambuco, onde se graduou Bacharel em Direito pela tradicional Faculdade do Recife, em 1854. Depois de formado, seguiu para o Rio de Janeiro, capital do Império do Brasil, local onde exerceu o seu ofício junto ao Conselheiro Bernardo de Sousa Franco, durante período de dois anos. Mais tarde, em 1856, voltou ao Pará, onde passou a exercer o cargo de Procurador da Fazenda Nacional. Posteriormente, candidatou-se a Deputado da Assembléia Provincial, sendo eleito diversas vezes, fazendo parte da legislatura de 1864 a 1866. Ainda durante este período, exerceu a Presidência de várias Províncias brasileiras (Pará, Alagoas, Ceará e de São Paulo). Na Província de Alagoas teria recebido o título nobiliárquico de “Barão do Guajará”. Para outros autores, o título teria sido concedido na Província de São Paulo. No ramo literário foi sócio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) e escreveu vários artigos para os jornais da época, entre os quais se destacam: “O Brasil político” de 1858; “A abertura dos portos do Amazonas” de 1867; “Limites do Brasil com a Guiana Francesa” etc. No entanto, a sua principal obra foi sobre a situação política do Pará, desde o tumultuado processo de adesão à independência do Brasil até os inícios da revolta da Cabanagem, mais conhecida como “Motins políticos ou História dos principais acontecimentos políticos da Província do Pará desde o ano de 1821 até 1835”. Nos cinco volumes da obra, impressa em vários locais, no período de 1865-1890, Rayol retornou ao momento mais difícil de sua vida, ao relembrar a morte do pai durante a revolta, bem como analisou o histórico da grande revolta da Amazônia. Dedicou a obra ao Imperador do Brasil D. Pedro II. Casou-se com Maria Vitória Pereira Chermont e passou a residir no grande solar, que existe até os dias atuais e que abriga o Instituto Histórico e Geográfico do Pará (IHGP). Rayol faleceu em Belém, no dia 27 de outubro de 1912, aos 82 anos de idade. A sua obra mais conhecida constitui uma das principais fontes de informação sobre o período da Cabanagem no Pará.O último ocupante da Cadeira nº 13 foi Manoel José de Miranda Neto. Economista, formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, pós-graduado em Economia Rural (Stanford University), Desenvolvimento Econômico (CEPAL), Planejamento Urbano e Regional (IBAM) e Desenvolvimento Agrícola (Fundação Getúlio Vargas), exerceu o magistério superior (Economia Brasileira, Economia Amazônica, Técnicas de Pesquisa Econômica, Política e Programação Econômica) e o jornalismo especializado. Professor convidado pela Universidade Livre de Berlim. Articulista dos jornais O Liberal, Belém, e da Gazeta Mercantil, Rio de Janeiro. Membro da Academia Paraense de Letras, da Sociedade Brasileira de Economia e Sociologia Rural, do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, da Associação Brasileira de Imprensa, da Campanha Nacional de Defesa e pelo Desenvolvimento da Amazônia, da Comissão Paraense de Folclore, da Academia Paraense de Jornalismo, da Sociedade Nacional da Agricultura, da Federação da Agricultura do Estado do Pará e da Associação Comercial do Pará. Sócio efetivo da Sociedade de Preservação dos Recursos Naturais e Culturais da Amazônia. Filiado ao Conselho Regional de Economia, Rio de Janeiro. Foi bolsista Fulbright, DAAD/Goethe Institut, pesquisador do CNPq e do IDESP. Participou de vários Congressos e Seminários dentro da sua especialidade, Globalização, Cidadania e Qualidade de Vida. É autor de inúmeras obras, como A Foz do Rio Mar. Rio de Janeiro: Record, 1968; Marajó, Desafio da Amazônia. Rio de Janeiro: Record, 1976 (1ª. Ed.) – Belém: Cejup, 1993 (2ª. Ed.); Dilema da Amazônia. Petrópolis: Vozes, 1979 (1ª. Ed.) – Belém: Cejup, 1986(2ª. Ed.); Furacão Global: As transformações cruciais na era do conhecimento: manual de sobrevivência na selva globalizada. Belém: Grafisa, 2001, dentre tantas outras.Retorno um pouco ao passado e me lembro de que momentos antes da solenidade de colação de grau como Bacharel em Direito, em 1971, realizada no Tribunal de Justiça do Estado do Pará, eu participara de um Festival de Música, no auditório do SESC-Belém. De lá saí correndo para chegar a tempo de vestir a beca, receber o anel e o diploma de graduação universitária. E mais uma vez pude compatibilizar a arte de Euterpe com a vocação profissional pela espada de Têmis, como tenho feito até hoje.  Quando tomei posse como Presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região e Coordenador do Colégio de Presidentes e Corregedores dos Tribunais Regionais do Trabalho do Brasil (dezembro/1998), proferi a oração A Toga e a Lira, pois a minha vida sempre esteve ligada à música, por tradição de família, e ao direito, por profissão, na magistratura e no magistério. Prestei homenagem aos magistrados trabalhistas brasileiros, no Hino da Justiça do Trabalho, que compus em 12.10.1998, dia seguinte ao Círio de Nazaré. O hino foi executado, em primeira audição, pelo Coral da Justiça do Trabalho e pela Orquestra Jovem Maestro Wilson Fonseca, sob regência de José Agostinho da Fonseca Neto, meu irmão, que agora também se faz presente. A orquestra e o maestro vieram de Santarém especialmente para o evento. A solenidade de posse foi entremeada de direito e música.O hinário no catálogo de minha obra musical registra composições dedicadas a instituições jurídicas e eventos ligados à ciência do direito, como é o caso do Hino da Justiça do Trabalho, oficializado, em âmbito nacional, pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho – CSJT (cf. Resolução nº 91, de 06.03.2012, publicada no Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho nº 934/2012, de 08.03.2012).Compus o Hino do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós, da Academia Paraense de Música, da Academia de Letras e Artes de Santarém, da Academia Nacional de Direito do Trabalho, dentre outros.Um de meus mais acalentados sonhos de criança era ser maestro. A vida, porém, levou-me a outros destinos… Magistratura… Magistério… Produções literárias, sobretudo na área jurídica e no âmbito da música.Na verdade, porém, sou essencialmente músico (pianista e compositor).Pertenço a uma tradicional família de músicos. Sou neto e filho de músicos. Meu pai produziu mais de 1.600 composições, desde o popular até o erudito (inclusive várias Missas com o texto latino) e peças baseadas no folclórico amazônico.Compositor desde 1958 (com menos de 10 anos de idade), o catálogo de minha Obra Musical registra mais de 1.000 peças, em diversos gêneros (canto, coral, piano solo e a 4 mãos, violão, banda, conjuntos camerísticos para formações instrumentais e/ou vocais e peças orquestrais), a série de “Valsas Santarenas” (atualmente, 94 peças), o ciclo de canções sobre poemas de Fernando Pessoa, o ciclo de canções dedicadas a cantoras líricas e a “Sinfonia do Tapajós”.Mas quase tudo está praticamente inédito, não só devido às minhas atividades de magistrado e professor, mas também porque sempre dei preferência para divulgar a obra musical de meu saudoso pai (Wilson Fonseca – maestro Isoca).Outro dia me perguntaram em que escola, tendência ou corrente musical eu me classificaria, como compositor. Respondi, sem hesitar: considero-me essencialmente um compositor brasileiro e amazônico.  Algumas peças registradas no catálogo de minha obra musical revelam essa tendência, inclusive o ciclo de canções sobre o boto amazônico: 1. “A Lenda da Vitória-Régia” (letra de Emir Bemerguy) 2. “A Lenda da Mãe D’Água” (letra de Emir Bemerguy) 3. “Praça da Matriz” (letra de Emir Bemerguy) 4. “Rio-Símbolo” (letra de Felisbelo Sussuarana) 5. “Cantiga do Caapora” (letra de Felisberto Sussuarana) 6. “O Lago Espelho da Lua” (letra de Felisberto Sussuarana) 7. “Foi o Boto” (Letra de Felisberto Sussuarana) 8. “O Canto do Uirapuru” (letra de José Wilson Fonseca) 9. “Motivo Amazônico” (letra de José Wilson Fonseca) 10. “Águas” (letra de José Wilson Fonseca) 11. “O Rio” (letra de José Wilson Fonseca) 12. “Arraial da Conceição” (letra de José Wilson Fonseca) 13. “A Lenda do Tucumã” (letra de José Wilson Fonseca) 14. “Muiraquitã” (letra de José Wilson Fonseca) 15. “Cunhantã” (letra de José Wilson Fonseca 16. “Piracaia” (letra de José Wilson Fonseca) 17. “Corrida” (letra de João Luiz Sarmento) 18. “Marítima” (letra de João Luiz Sarmento) 19. “Batuque” (letra de Bruno de Menezes) 20. “Santarém” (letra de Milton Meira) 21. “A Lenda do Boto” – sairé (música e letra de Vicente Fonseca) 22. “A Corda do Círio” (música e letra de Vicente Fonseca) 23. “Procissão do Círio” (música e letra de Vicente Fonseca) 24. “Chorinho Pai D’Égua” (música e letra de Vicente Fonseca) 25. “Irurá” (música e letra de Vicente Fonseca) 26. “Navegando no Tapajós” (música e letra de Vicente Fonseca) 27. “Invernada_2” (letra e música de Vicente Fonseca) 28. “Sapecando Miudinho – Festa Mocoronga” (letra e música de Vicente Fonseca) 29. “Saudades de Santarém” (letra e música de Vicente Fonseca) 30. “Dança na Roça” (letra de Vicente Fonseca) 31. “Praias de Santarém” (música e letra de Vicente Fonseca) 32. “Modinha de Alter-do-Chão” (música e letra de Vicente Fonseca) 33. “Sairé de Santarém – Dança de Alter-do-Chão” (música e letra de Vicente Fonseca) 34. “Nurandaluguaburabara_2” (música e letra de Vicente Fonseca) 35. “Rapsódia Tapajônica” (música e letra de Vicente Fonseca) 36. “Uirapuru” (música e letra de Vicente Fonseca) 37. “Piracaia nº 2”  (música e letra de Vicente Fonseca) 38. “Valsas Santarenas” (atualmente, 94 peças) 39. “Sinfonia do Tapajós” (orquestra) 40. “Sonatina Amazônica” (arranjos camerísticos) 41. “Noturno Tapajônico” (arranjos camerísticos) 42. “Alter-do-Chão” (arranjo camerístico) 43. “Sairé” (arranjos camerísticos) 44. “Motivo Tapajônico” (arranjo camerístico) 45. “Flauteio – Ritual dos Botos” (duo para flauta e piano).46. “Fantasia Tapajônica” (quinteto de sopros).47. “Ritual Tapajônico” (quarteto para violino, viola pomposa, clarinete e fagote; e quarteto de cordas – peça em 8 movimentos)48. “Canção de Santarém_2” (Canto e Piano)49. “Batucando” (Piano; e Piano a 4 mãos)50. “Voz de Índio” (letra de Edgar Macêdo) – Canto e Piano 51. “Toada Caruana” (letra de Ignácio José de Castro Campos) – Canto e Piano52. “O boto lendário” (letra de Ignácio José de Castro Campos) – Canto e Piano53. “Encontro” (letra de Irmã Marília Menezes) – Canto e Piano. Inspiração no “encontro das águas” [Amazonas – Tapajós], em Santarém (PA)54. “Canção do Tapajós” (letra e música de Vicente Fonseca) – Canto e Piano55. “Festa do Sairé” (letra e música de Vicente Fonseca) – Canto e Piano56. “Meu Uirapuru” (letra e música de Vicente Fonseca) – Canto e Piano57. “Toada da Piracaia” (letra de Edwaldo Campos de Souza) – Canto e Piano; e Canto, Quinteto de Sopros, Percussão e Piano.E, para utilizar uma expressão tipicamente musical: vamos à coda.Prometo ocupar a Cadeira que me é confiada, neste Instituto, com dignidade, zelo e dedicação. Espero que o metrônomo da vida me ajude a marcar o andamento da convivência fraterna e harmônica com meus dignos confrades, com os quais tenho muito a aprender.  Peço a Deus me ilumine nesta nova caminhada e agradeço a presença de todos os convidados, amigos e parentes, com um carinho especial à minha esposa Neide, aos nossos três filhos Vicente, Adriano e Lorena, à minha nora Jussara, ao meu genro Fabrício e ao meu netinho Vicente. Concluo, enfim, sob a inspiração da letra do “Hino do Instituto Histórico e Geográfico do Pará”, que compus com voz do coração, a partir do belo texto poético de autoria do confrade e amigo Célio Simões, em homenagem a esta conceituada Instituição:HINO DO INSTITUTO E GEOGRÁFICO DO PARÁ (IHGP)Letra: Célio Simões (Belém-PA, outubro de 2012)Música: Vicente José Malheiros da Fonseca (Belém-PA, 12.10.2012)
IDeste Instituto me sinto orgulhosoPor sua existência e sua memória,Que Domingos Rayol – o grandiosoDestinou a um futuro de glória!
IIAbrilhantam tua galeriaVultos de grande saberPela história, pela geografiaNem o tempo me faz esquecer.
IIIPara o nosso SodalícioCanto este hino de louvorAqui eu serei vitalícioE vitalício será meu amor.
IVSe o convívio fraterno nós temosE se o estudo pra nós nunca para,Pois, ergamos a voz e proclamemos:Viva Rayol, filho ilustre do Pará!(Viva Rayol, filho ilustre do Pará!) (…)Deus seja louvado!… Feliz Natal e Feliz Ano Novo a todos!

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