Choros, Maxixes, Valsas e Noturnos

No início do ano, quando estive em São Paulo, visitei o jornalista Luís Nassif, que fez um registro do fato em seu Blog, com ilustrações de músicas da família Fonseca: http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/02/25/trivial-do-maestro-isoca/
De volta a Belém, encontrei no Portal do jornalista a melodia do choro O Bandolim do Nassif, composto por Adalberto Cavalcanti, de Recife, e resolvi escrever dois arranjos (Duo para Flauta e Piano; e Trio para Flauta, Fagote e Piano), além de acrescentar uma introdução. A partitura do duo e a gravação do trio podem ser conferidas no link: http://colunistas.ig.com.br:80/luisnassif/2009/03/23/dos-presentes-inesqueciveis/
Homenagem musical que vem do nordeste, passa pelo norte e vai ao sudeste, graças à informática.
Luís Nassif – que também é músico – escreveu na Folha de São Paulo (caderno Dinheiro, 28.07.2002) o artigo A Canção Amazônica de Isoca, em que se reporta sobre a herança musical de Wilson Fonseca, meu saudoso pai.
Escrevi ainda arranjos – Quintetos de Cordas e de Sopros, com Piano – para o choro Despretensioso, de Luna Remer (Luciana Remer Tacla), de Curitiba.
No catálogo de minha obra musical (que já ultrapassa de mil peças), há muitos sambas, além de sairés, choros e chorinhos (Azulino, Petição Inicial, Você pensa que caboclo é besta?, Brincadeira ou Sapecando, Os Três Peraltas, Sapecando Miudinho ou Festa Mocoronga, Chorinho Pai D’Égua, Futebol, Irurá, De Casa Nova, Marcapasso). Aliás, foi com o choro Irurá que tive a honra de ser contemplado com premiação conferida pelo Concurso Internacional de Composição 2006, promovido pelo Quinteto Amizade, cuja entrega ocorreu em fevereiro último na Sala Martins Penna do Teatro Nacional Cláudio Santoro, em Brasília.
Na linha da tradição de meu avô José Agostinho da Fonseca, compus alguns maxixes, como Cunhantã (sairé-maxixe), Quase aos 50, Prá Valer, Jana (em homenagem à cantora Jana Figarella) e o recente Trintão (Duo para Bandolim e Piano), dedicado ao meu primogênito Vicente Filho, que já chega aos 30 anos de idade. Na mesma semana, dediquei ao meu segundo filho o chorinho Adriano no Cavaquinho (Duo para Cavaquinho e Piano).
Homenagens à querida Santarém, minha terra natal, não faltam.
Durante a Semana Santa surgiram quatro novas Valsas Santarenas (76 até 79), compostas na Quinta-Feira Santa, na Sexta-Feira Santa e no Domingo de Páscoa. A de nº 77, escrita por sugestão de meu irmão José Agostinho (Tinho) e a ele dedicada, apresenta um motivo sacro, daí porque, além do arranjo para piano, fiz um Quarteto de Cordas.
O jornal Uruá-Tapera de outubro/2003 publicou o meu artigo Santarém, Pôr-de-Sol, que contém o poema que escrevi para o belíssimo noturno composto, sob aquele sugestivo título, por Wilson Fonseca, em 1951.
O noturno é composição curta e sugere a calma da noite. Gênero introduzido por John Field (século XIX), tornou-se uma “forma de salão”, a partir dos belos noturnos (21) de Chopin. Outros compositores escreveram noturnos: Mendelssohn (Sonhos de uma Noite de Verão), Debussy (Nocturnes) e Britten (Serenade para tenor, trompa e cordas).
Compus alguns noturnos: Navegando no Tapajós, Olhando o Ocaso nº 2, Meditação e Noturno Tapajônico, além da letra e arranjos para Santarém, Pôr-de-Sol.
A pedido da Profª. Glória Caputo, dediquei o Noturno Tapajônico, com arranjo para Banda Sinfônica, Percussão e Piano, ainda inédito, à Orquestra Jovem do Projeto Vale.

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